Promotora suíça diz que "velas fonte" podem ter iniciado incêndio em Crans-Montana

2 jan 2026 - 14h03

As investigações iniciais indicam que o incêndio que destruiu o subsolo de um bar de uma estação de esqui na Suíça pode ter ‌começado quando "velas fonte" presas a garrafas de champanhe foram mantidas muito próximas ao ‌teto, disse a promotora local nesta sexta-feira.

As autoridades suíças calculam o número de mortos em 40 e mais de 100 feridos. Os investigadores estão vasculhando as ruínas do bar, examinando gravações de vídeo e ‍entrevistando sobreviventes na busca de pistas sobre como o incêndio começou.

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Várias testemunhas relataram ter visto funcionários do bar segurando velas fonte cintilantes presas a garrafas de champanhe. A promotora Beatrice Pilloud disse ‌que as velas fonte eram uma das principais linhas ‌de investigação que parecia estar se firmando.

"Tudo sugere que o incêndio começou com as velas acesas ou 'luzes de Bengala' que estavam presas às garrafas de champanhe. Elas se aproximaram demais do teto", disse ela em uma coletiva de imprensa. "A partir daí, ocorreu uma conflagração rápida, muito rápida e generalizada."

Os investigadores questionaram os dois proprietários do bar, um casal francês que comprou o bar em 2015, de acordo com o registro de empresas do cantão local.

A investigação se concentrará nas reformas anteriores do bar e nos materiais usados, na disponibilidade de sistemas adequados de extinção de incêndio e rotas de fuga, bem como no número de pessoas que estavam no bar quando o incêndio começou.

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Pilloud disse que outras investigações determinarão se há motivos para responsabilidade ‌criminal.

"Se esse for realmente o caso e esses indivíduos ainda estiverem vivos, será aberta uma investigação contra eles por incêndio criminoso por negligência, homicídio por negligência e lesão corporal por negligência", acrescentou a promotora.

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