Primeira-ministra do Japão alerta para "coerção" da China e promete revisão da segurança

20 fev 2026 - 09h55

A primeira-ministra ‌do Japão, Sanae Takaichi, alertou para a crescente "coerção" da China em seu primeiro discurso pós-eleitoral ao Parlamento nesta sexta-feira, prometendo reformular a estratégia de defesa do Japão, flexibilizar as restrições sobre exportações militares e fortalecer as cadeias de abastecimento críticas.

Os quatro meses de mandato de Takaichi ⁠até aqui foram marcados por uma disputa diplomática com a China depois ‌que ela disse que o Japão poderia usar força militar para responder a qualquer ataque a Taiwan que também ameaçasse o território ‌japonês.

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Após transformar uma maioria parlamentar frágil em ‌uma vitória esmagadora nas eleições para a Câmara dos Deputados deste ⁠mês, Takaichi traçou uma agenda para combater o que ela considera uma crescente ameaça econômica e de segurança da China e seus parceiros regionais.

Com sua coalizão governista agora detendo mais de dois terços dos assentos parlamentares, ela enfrenta pouca resistência política.

"O Japão enfrenta o ambiente de ‌segurança mais severo e complexo desde a Segunda Guerra Mundial", disse Takaichi, ‌apontando para a crescente ⁠atividade militar da ⁠China e os laços de segurança mais estreitos do país com a Rússia, bem ⁠como a crescente capacidade nuclear ‌da Coreia do Norte.

Ela ‌disse que o governo revisará os três principais documentos de segurança do Japão este ano para produzir uma nova estratégia de defesa e acelerará a revisão das regras de exportação militar para expandir ⁠as vendas no exterior e fortalecer as empresas de defesa.

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Um painel político do Partido Liberal Democrático (PLD), de Takaichi, propôs nesta sexta-feira a revogação das regras que limitam as exportações militares a equipamentos não letais, como coletes à prova de ‌balas, informou a agência de notícias Kyodo.

Tal mudança pode ampliar significativamente a gama de equipamentos de defesa que as empresas japonesas podem vender ⁠no exterior.

"A China intensificou suas tentativas de alterar unilateralmente o status quo por meio da força ou coerção no Mar da China Oriental e no Mar do Sul da China", disse ela aos parlamentares.

Takaichi acelerou o fortalecimento militar iniciado em 2023, que dobrará os gastos com defesa do Japão para 2% do PIB até o final de março, tornando-o um dos maiores gastadores militares do mundo, apesar de sua Constituição pacifista.

Ela também anunciou planos para um conselho nacional de inteligência presidido por ela para consolidar as informações coletadas por várias agências, incluindo a polícia e o Ministério da Defesa.

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