Presidente do Peru diz que reação às reuniões com empresário chinês visa atrapalhar eleições

21 jan 2026 - 20h23

O presidente do Peru, José Jerí, disse aos parlamentares, nesta quarta-feira, que os pedidos para sua remoção devido a reuniões não divulgadas com um empresário ‌chinês são uma tentativa de desestabilizar seu governo e atrapalhar as próximas eleições.

Jerí, que ‌assumiu o cargo em outubro após a destituição da ex-presidente Dina Boluarte, dirigiu-se a um comitê de supervisão do Congresso que o está investigando por reuniões com o empresário Zhihua Yang em 26 de dezembro e 6 de janeiro.

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"Há ‍uma intenção, que as investigações certamente determinarão quem está por trás disso, de causar danos que vão além da pessoa, de gerar instabilidade e de alterar um processo eleitoral em andamento", disse o presidente ao comitê, ‌enfatizando a necessidade de transparência e responsabilidade no esclarecimento de ‌assuntos de interesse público.

O fato de Jerí não ter divulgado publicamente as reuniões como parte de sua agenda oficial gerou críticas sobre a falta de transparência e a possível corrupção.

Parlamentares da oposição estão tentando apresentar moções de impeachment ou censura a Jerí, 39 anos, que está cumprindo o mandato do atual governo até julho. As reuniões também estão sendo investigadas pelo Ministério Público.

Em sua defesa perante o Congresso, Jerí pediu desculpas por suas reuniões fora da agenda com o empresário chinês, afirmando que eles discutiram a próxima celebração de um aniversário dos laços entre Peru e China. Ele admitiu seu erro ao realizar a reunião de forma "oculta" e negou ter recebido qualquer solicitação "irregular".

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Com relação ao segundo encontro em uma das lojas do empresário que vende produtos domésticos e alimentos, Jerí disse que foi comprar "vários produtos, doces e coisas como pinturas, ‌ocorrências normais que foram deliberadamente distorcidas".

O Peru, que teve uma porta giratória de sete presidentes desde 2018 devido a renúncias ou destituições, está programado para realizar eleições em 12 de abril para escolher um novo presidente, 60 senadores e 130 deputados.

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