Hezbollah realiza maior ataque contra Israel desde que entrou na guerra ao lado do Irã

O Hezbollah realizou o maior ataque com mísseis e foguetes contra Israel desde que entrou na guerra ao lado do Irã. Não há relatos de feridos ou danos. No Líbano, Israel segue bombardeando o distrito de Dahieh, ao sul de Beirute, reduto da milícia xiita pró-iraniana. Na manhã de domingo (8), os ataques continuavam na região metropolitana ao sul da capital.

8 mar 2026 - 07h36

Henry Galsky, correspondente da RFI em Israel; e AFP

Objetos não identificados são visíveis acima do subúrbio sul de Beirute, no Líbano, em 7 de março de 2026.
Objetos não identificados são visíveis acima do subúrbio sul de Beirute, no Líbano, em 7 de março de 2026.
Foto: ZUMA Press Wire via Reuters Conn - Daniel Carde / RFI

O número de mortos já supera 300, além de cerca de 800 feridos, segundo o Ministério da Saúde libanês. A estimativa mais recente calcula 454 mil desalojados, dos quais 110 mil se encontram em abrigos governamentais.

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Um ataque israelense contra um hotel no centro de Beirute deixou pelo menos quatro mortos e dez feridos na madrugada de domingo, de acordo com o Ministério da Saúde libanês. Israel afirmou ter mirado líderes da Guarda Revolucionária do Irã na capital libanesa.

Em Israel, dez pessoas foram mortas ao longo de toda a guerra, segundo informações atualizadas pela Estrela de David Vermelha, o serviço médico de emergência local. Anteriormente, a informação era de que 12 mortos nos ataques iranianos. O sistema de defesa aéreo conhecido como "Domo de Ferro" tem interceptado quase todos os mísseis disparados pelo Irã contra as cidades israelenses.

No Irã, a Força Aérea de Israel continua a realizar ataques contra instalações consideradas estratégicas. Israel também passou a bombardear refinarias de petróleo iranianas. A distribuição de combustível em Teerã foi "temporariamente interrompida" após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra depósitos de petróleo na capital iraniana e arredores, informaram as autoridades locais no domingo.

"Devido aos danos na rede de abastecimento de combustível, a distribuição foi temporariamente interrompida", disse o governador de Teerã, Mohammad Sadegh Motamedian, citado pela agência de notícias oficial Irna. A situação está "sendo resolvida", acrescentou.

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Segundo avaliações obtidas pela RFI, a decisão é considerada uma escalada no conflito, uma vez que atinge a principal fonte econômica do Irã.

De acordo com Amir Saeid Iravani, embaixador do Irã na ONU, o número de civis mortos já ultrapassa 1.300.

O porta-voz do Exército de Israel, Effie Defrin, declarou que a campanha militar vai continuar por mais tempo. Segundo ele, em comparação com a guerra de 12 dias em junho do ano passado, Israel já usou mais que o dobro de munições na operação atual.

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