Presidente da Itália critica falta de liberdade de imprensa no Irã

Mattarella destacou também o 'brutal extermínio de manifestantes'

15 jan 2026 - 14h58
(atualizado às 15h11)

O presidente da Itália, Sergio Mattarella, criticou nesta quinta-feira (15) o regime ditatorial no Irã, ao reprimir o povo com violência e não tolerar a liberdade de imprensa.

Mattarella comentou a crise no Irã nesta quinta-feira
Mattarella comentou a crise no Irã nesta quinta-feira
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Vamos pensar no que está acontecendo hoje em dia no Irã: além do brutal extermínio de manifestantes, encobrir os acontecimentos têm sido a principal preocupação de um regime que, desde o início, tenta bloquear o acesso a fontes de informação e a disseminação de notícias", declarou Mattarella.

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Para o italiano, a atual crise iraniana é "apenas mais um exemplo de tentativas recentes de esconder a dissidência, a agitação social e a verdade".

Isso obscurece "os fatos que os jornalistas são chamados a relatar em todas as circunstâncias, especialmente nas mais dramáticas, como conflitos dos quais são excluídos pela censura ao seu trabalho ou mesmo pela negação de acesso" a informações, frisou Mattarella.

No final de dezembro, o Irã foi tomado por uma onda de manifestações populares motivada pela crise econômica e pela disparada da inflação, mas logo abarcou toda a insatisfação contra um sistema teocrático que governa a nação persa desde a Revolução Islâmica de 1979.

O governo iraniano reprimiu os participantes do protesto com violência, deixando milhares de mortos e ameaçando outros de pena de morte. Além disso, ordenou o bloqueio da internet em seu território.

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Os Estados Unidos chegaram a intimidar Teerã com uma intervenção militar, mas recuaram nas últimas horas pois "a matança no Irã está parando". 

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