O presidente da Itália, Sergio Mattarella, criticou nesta quinta-feira (15) o regime ditatorial no Irã, ao reprimir o povo com violência e não tolerar a liberdade de imprensa.
"Vamos pensar no que está acontecendo hoje em dia no Irã: além do brutal extermínio de manifestantes, encobrir os acontecimentos têm sido a principal preocupação de um regime que, desde o início, tenta bloquear o acesso a fontes de informação e a disseminação de notícias", declarou Mattarella.
Para o italiano, a atual crise iraniana é "apenas mais um exemplo de tentativas recentes de esconder a dissidência, a agitação social e a verdade".
Isso obscurece "os fatos que os jornalistas são chamados a relatar em todas as circunstâncias, especialmente nas mais dramáticas, como conflitos dos quais são excluídos pela censura ao seu trabalho ou mesmo pela negação de acesso" a informações, frisou Mattarella.
No final de dezembro, o Irã foi tomado por uma onda de manifestações populares motivada pela crise econômica e pela disparada da inflação, mas logo abarcou toda a insatisfação contra um sistema teocrático que governa a nação persa desde a Revolução Islâmica de 1979.
O governo iraniano reprimiu os participantes do protesto com violência, deixando milhares de mortos e ameaçando outros de pena de morte. Além disso, ordenou o bloqueio da internet em seu território.
Os Estados Unidos chegaram a intimidar Teerã com uma intervenção militar, mas recuaram nas últimas horas pois "a matança no Irã está parando".