Trump cobra envio de navios de aliados para garantir 'segurança' de estreito de Ormuz

O presidente americano Donald Trump pediu neste sábado (14) que outros países enviem navios de guerra para garantir a segurança do estreito de Ormuz. A rota marítima, por onde normalmente passa 20% da produção mundial de petróleo, foi afetada pela guerra no Irã, que começou há duas semanas.

14 mar 2026 - 16h42

"Muitos países enviarão navios de guerra, em cooperação com os Estados Unidos, para manter o estreito aberto e seguro", escreveu Trump na sua rede Truth Social, após afirmar, na véspera, que a Marinha dos EUA começaria "muito em breve" a escoltar petroleiros na passagem estratégica.

"Esperamos que China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros enviem navios para a região para que o estreito de Ormuz não seja mais ameaçado", acrescentou. Os Estados Unidos, disse, continuarão bombardeando as costas iranianas.

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"Os Estados Unidos derrotaram e aniquilaram completamente o Irã, tanto no plano militar quanto no econômico e em todos os demais aspectos, mas os países do mundo que se abastecem de petróleo pelo estreito de Ormuz devem zelar pela segurança dessa passagem, e nós os ajudaremos", declarou.

Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã e mataram o líder supremo Ali Khamenei. O conflito se espalhou pela região e provocou um aumento no preço do petróleo, provocado pelo bloqueio quase total do estreito de Ormuz pelo Irã. O confronto, que já deixou mais de mil mortos, a maioria no país, não dá sinais de trégua, com ataques diários e trocas de ameaças militares.

Trump afirmou que as forças americanas "destruíram completamente" alvos militares na ilha de Kharg, situada a cerca de 30 km da costa iraniana e que abriga o maior terminal de exportação de petróleo bruto do país. Quinze explosões foram ouvidas no local no sábado, mas nenhuma infraestrutura petrolífera foi danificada, segundo a agência iraniana Fars.

O presidente americano disse que atacaria refinarias da ilha se "a passagem livre e segura de navios" não fosse restabelecida no estreito de Ormuz. Em resposta, Teerã ameaçou "reduzir a cinzas" instalações petrolíferas ligadas aos Estados Unidos no Oriente Médio. O barril do Brent, referência internacional, disparou mais de 42% desde o início da guerra, chegando a cerca de US$ 100.

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Fase decisiva

A guerra "se intensifica e entra em uma fase decisiva que continuará pelo tempo que for necessário", afirmou neste sábado o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz. Em Jerusalém, explosões foram ouvidas à tarde após a detecção de mísseis vindos do Irã.

O conflito se alastrou para vários países da região, incluindo o Iraque. Na madrugada de sábado, a embaixada americana em Bagdá foi atacada pela segunda vez, após bombardeios contra um grupo armado pró‑Irã que deixaram três mortos, segundo fontes de segurança.

O Golfo continua sendo alvo de retaliações iranianas devido aos vínculos econômicos com os Estados Unidos e à presença de bases militares americanas. Teerã pediu neste sábado que a população dos Emirados Árabes Unidos se afaste dos portos, alegando que é "legítimo" atacar "mísseis inimigos americanos" supostamente escondidos no local. No Catar, dois mísseis foram interceptados.

Ataques mais intensos

O presidente americano advertiu que os Estados Unidos vão intensificar os ataques ao país "ao longo da próxima semana", enquanto Israel prossegue seus bombardeios. Na manhã de sábado, o Exército israelense ordenou a evacuação de bairros de Tabriz, no noroeste do Irã, antes de novas operações militares.

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Após um deslocamento militar inédito em décadas, os Estados Unidos planejam enviar novos reforços, relatou a imprensa americana. O jornal The New York Times cita cerca de 2.500 fuzileiros navais e três navios adicionais, e o Wall Street Journal menciona o navio de assalto Tripoli, baseado no Japão.

Segundo fontes diplomáticas francesas, a questão agora é se Trump vai arcar com os efeitos da guerra a médio e longo prazo. O conflito e suas consequências econômicas podem afetar sua popularidade dentro dos EUA, com consequências políticas.

Ao mesmo tempo, diante da resistência militar iraniana, maior do que o esperado, encerrar as ações no país cedo demais pode ser arriscado e exigir uma nova intervenção no país a curto prazo, como foi o caso dos ataques israelenses em junho de 2025.

Com agências

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