Posição de Netanyahu enfraquece após rival garantir apoio para tentar formar governo

5 nov 2026 - 11h25
(atualizado às 12h05)
Resumo
A posição de Benjamin Netanyahu enfraqueceu após a eleição israelense terminar em impasse e sua coalizão perder a maioria. O premiê sofreu um revés com a recusa de apoio de um partido ultraortodoxo aliado, enquanto legendas de liderança árabe endossaram seu rival, Gadi Eisenkot. Diante do cenário indefinido, o presidente Isaac Herzog tem até 11 de novembro para indicar quem tentará formar o novo governo. Se nenhum obtiver êxito, novas eleições serão convocadas no país.

A posição de Benjamin Netanyahu na disputa pós-eleitoral para permanecer como primeiro-ministro de Israel se enfraqueceu na quinta-feira, depois que um partido judeu ultraortodoxo negou apoio a qualquer candidato e dois partidos liderados por ⁠árabes endossaram seu principal adversário.

O presidente de Israel se ‌reunirá com Netanyahu e seu principal rival político, Gadi Eisenkot, para decidir qual dos dois escolher para ‌formar um governo, após realizar ‌consultas com partidos menores.

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A eleição de 27 de ⁠outubro em Israel terminou em impasse, sem que nem Netanyahu nem Eisenkot, um ex-chefe militar, garantissem um caminho claro para a maioria no Parlamento.

Isso criou uma tarefa difícil para o presidente Isaac Herzog, cujo papel, ‌em grande parte cerimonial, traz a responsabilidade pós-eleitoral de ‌escolher um candidato ⁠que ele ⁠acredite ter a melhor chance de quebrar o impasse em um ⁠país profundamente dividido.

Herzog tem ‌até 11 de ‌novembro para tomar uma decisão. Netanyahu permanece como primeiro-ministro em um governo interino até que uma nova coalizão seja formada, ou até que haja novas ⁠eleições, que deverão ser realizadas caso nenhum candidato seja bem-sucedido.

Embora Netanyahu tenha superado as expectativas na votação e seu próprio Partido Likud tenha conquistado o maior número de cadeiras, ‌sua coalizão nacionalista-religiosa perdeu a maioria necessária para governar.

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Em um revés para o primeiro-ministro na quinta-feira, o Judaísmo ⁠Unido da Torá, um dos dois principais partidos que representam os eleitores judeus ultraortodoxos e um aliado de longa data de Netanyahu na coalizão, recusou-se a recomendar qualquer candidato para formar um governo.

E, embora Eisenkot — assim como Netanyahu — tenha, até o momento, descartado a formação de um governo com os dois partidos de liderança árabe em Israel, ambas as legendas manifestaram apoio a Eisenkot na quinta-feira, conferindo-lhe o respaldo de uma maioria confortável de parlamentares.

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