Petróleo fecha com alta 1%, enquanto Israel planeja negociações de paz com Líbano

9 abr 2026 - 17h32

Os preços do petróleo fecharam com ‌alta de 1%, mas ficaram abaixo de US$100 pela segunda sessão consecutiva nesta quinta-feira, em negociações voláteis, com a manutenção de um frágil cessar-fogo no Oriente Médio e com Israel dizendo que iniciaria negociações diretas com o Líbano o mais rápido possível.

No início da sessão, as dúvidas sobre a durabilidade do cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos ⁠e o Irã alimentaram as preocupações sobre as restrições contínuas aos fluxos de energia pelo ‌Estreito de Ormuz, fazendo com que os preços subissem mais de 5%. Esses ganhos foram posteriormente reduzidos depois que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que havia instruído as ‌autoridades a iniciar negociações de paz com o Líbano, ‌incluindo discussões sobre o desarmamento do Hezbollah.

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Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam com ⁠alta de US$1,17, ou 1,2%, a US$ 95,92 por barril, depois de atingir uma máxima de US$99,50 na sessão. O petróleo dos EUA West Texas Intermediate fechou com alta de US$3,46, ou 3,7%, a US$97,87 por barril, bem abaixo de seu pico intradiário de US$102,70.

Ambos os valores de referência caíram abaixo de US$100 por barril no pregão anterior, com o WTI ‌registrando seu maior declínio desde abril de 2020, devido ao otimismo de que o cessar-fogo ‌resultaria na reabertura do estreito.

TRÁFEGO ⁠DIMINUI

Mas ainda há dúvidas ⁠sobre a eficácia do cessar-fogo, já que o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz caiu para ⁠bem menos de 10% dos volumes normais nesta ‌quinta-feira, depois que o Irã ‌afirmou o controle alertando os navios a permanecerem em suas águas territoriais e os preços de alguns tipos de petróleo físico atingiram novas máximas históricas.

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A hidrovia de Ormuz conecta o fornecimento dos produtores do Golfo Pérsico, como Iraque, Arábia Saudita, Kuweit e ⁠Catar, aos mercados globais e, normalmente, transporta 20% do fornecimento global de petróleo e gás.

As preocupações com as interrupções no fornecimento na Arábia Saudita ressurgiram depois que a agência de notícias estatal SPA disse, na noite desta quinta-feira, que os ataques reduziram a capacidade de produção de petróleo do reino em ‌cerca de 600.000 barris por dia e cortaram a produção em seu oleoduto Leste-Oeste em aproximadamente 700.000 bpd. O relatório elevou o Brent e o WTI em mais de ⁠US$1 por barril nas negociações pós-fechamento, à medida que os mercados digeriam as notícias.

"Agora, com a infraestrutura saudita atingida, o mercado está percebendo que, mesmo que Ormuz se abra amanhã, a flexibilidade das exportações sauditas será prejudicada por semanas", disse Shohruh Zukhritdinov, um negociante de petróleo baseado em Dubai.

Israel bombardeou mais alvos no Líbano nesta quinta-feira, colocando em risco o cessar-fogo.

"Os futuros do petróleo estão recuperando parte das perdas (de quarta-feira), já que o Estreito de Ormuz permanece com apenas uma pequena fração do tráfego, muito menos do que o mercado previa (na quarta-feira)", disse Dennis Kissler, vice-presidente sênior de negociações da BOK Financial.

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