'Pena de morte é inadmissível', diz papa Leão XIV

Declaração chega em meio a controvérsias sobre execuções nos EUA

10 out 2026 - 09h42
(atualizado às 10h28)
Resumo
No Dia Mundial contra a Pena de Morte, o papa Leão XIV condenou a pena capital, afirmando que a prática atenta contra a dignidade humana e que sistemas de detenção modernos bastam para a justiça. A declaração ocorre após repúdio internacional ao plano de Donald Trump de transmitir ao vivo a execução de Nidal Hasan. A polêmica levou Trump a recuar, deixando a decisão ao Pentágono, em meio a debates acirrados após a sobrevivência de uma detenta a duas injeções letais no Tennessee.

O papa Leão XIV afirmou neste sábado (10) que a pena de morte é "inadmissível", na esteira da controvérsia provocada pela decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de autorizar a transmissão ao vivo da execução por fuzilamento de um prisioneiro.

Papa Leão XIV celebra missa na Praça São Pedro, no Vaticano
Papa Leão XIV celebra missa na Praça São Pedro, no Vaticano
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em mensagem no X, o primeiro pontífice católico nascido nos EUA disse que é possível proteger o "bem comum" e as "exigências da justiça" sem "recorrer à pena capital".

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"A pena de morte é inadmissível porque atenta contra a inviolabilidade e a dignidade da pessoa", escreveu o Papa em suas contas na rede social. "Foram desenvolvidos sistemas eficazes de detenção, que protegem os cidadãos e, ao mesmo tempo, não retiram completamente dos culpados a possibilidade de se redimir", acrescentou.

O apelo foi publicado por ocasião do Dia Mundial contra a Pena de Morte, celebrado anualmente em 10 de outubro. Em 2026, a data coincide com as críticas à decisão do governo Trump de transmitir ao vivo a execução por fuzilamento de Nidal Hasan, ex-major do Exército condenado à morte por assassinar 13 pessoas em um atentado contra uma base militar em 2009.

"Vamos garantir que as pessoas possam assistir, que seja público, porque as pessoas precisam entender que existem consequências sérias para esse tipo de coisa", justificou o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth.

A medida provocou indignação e críticas da Igreja Católica nos EUA, do Vaticano, da ONU e de organizações de direitos humanos. Questionado sobre o assunto na última sexta-feira (9), Trump recuou e disse que o Pentágono ainda vai decidir sobre a transmissão da execução de Hasan.

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O debate sobre a pena capital também foi alimentado pela tentativa fracassada do estado do Tennessee de executar uma mulher pela primeira vez em mais de 200 anos. Christa Pike foi condenada por matar uma colega em um curso de capacitação profissional em 1995, porém ela sobreviveu a duas injeções letais e agora está internada.

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