Furacão Isaias perde força nos EUA, mas causa estragos na Flórida

O furacão Isaias perdeu força no sábado (10) e foi rebaixado a ciclone pós-tropical após atingir o solo na Flórida. Ele alcançou a costa do Golfo do México com chuvas intensas e ventos violentos, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC). Vários aeroportos e refinarias de petróleo do estado suspenderam operações.

10 out 2026 - 10h05
(atualizado às 10h13)
Resumo
O furacão Isaias atingiu a Flórida na categoria 2 com ventos de 165 km/h, causando danos em Pensacola antes de perder força e virar ciclone pós-tropical sobre o Alabama. Primeiro furacão da temporada no Atlântico, ele provocou alertas e ordens de evacuação, paralisou aeroportos e levou ao fechamento de refinarias e plataformas, suspendendo cerca de dois terços da produção de petróleo na região e retirando quase 1,5 milhão de barris diários do mercado global sob ameaça de novos impactos.

"Isaias enfraqueceu muito rapidamente sobre o Alabama e transformou-se em um ciclone pós-tropical", informou o NHC em uma atualização. Segundo o órgão, o fenômeno deve se deslocar para o norte e, depois, para o norte-nordeste ao longo do fim de semana, perdendo força gradualmente à medida que atravessa os vales dos rios Tennessee e Ohio.

Um homem tenta empurrar um carro enquanto ondas invadem a estrada antes da chegada do furacão Isaias, em Englewood, Flórida (EUA), em 9 de outubro de 2026.
Um homem tenta empurrar um carro enquanto ondas invadem a estrada antes da chegada do furacão Isaias, em Englewood, Flórida (EUA), em 9 de outubro de 2026.
Foto: via REUTERS - Englewood Area Fire Control Dist / RFI

Antes de ser rebaixado, Isaias era um furacão de categoria 2 na escala Saffir-Simpson (que vai até 5), com ventos sustentados de 165 km/h que arrancaram telhados de residências e estabelecimentos comerciais em Pensacola, na Flórida, e cidades vizinhas.

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Diante dos riscos de ventos destrutivos, ondas violentas e chuvas torrenciais, vários estados banhados pelo Golfo do México, entre eles a Flórida e o Alabama, haviam declarado estado de emergência e ordenado a retirada de moradores de algumas áreas.

Isaias foi o primeiro furacão da temporada no Atlântico, onde a atividade ciclônica, que começa no início de junho e se estende até o fim de novembro, tem sido excepcionalmente calma devido ao fenômeno climático El Niño.

Ao alterar a circulação atmosférica em grande escala, o El Niño tende a inibir a formação de ciclones no Atlântico e, inversamente, a intensificá-los no Pacífico, onde três furacões de categoria máxima foram registrados neste ano.

"Estamos levando esta tempestade muito, muito a sério", afirmou o governador da Flórida, Ron DeSantis.

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Refinarias ameaçadas

Donald Trump anunciou o cancelamento de sua visita, prevista para sábado, ao estado vizinho do Alabama, onde deveria assistir a uma partida de futebol americano.

Vários aeroportos da Flórida suspenderam temporariamente as operações na sexta-feira, e funcionários de diversas plataformas de petróleo, pertencentes, entre outras, às empresas Chevron e Shell, foram retirados.

Cerca de dois terços da capacidade de produção de petróleo da região e mais da metade da capacidade de produção de gás foram suspensos na sexta-feira (9), segundo uma agência americana. Isso representa quase 1,5 milhão de barris de petróleo bruto por dia retirados do mercado mundial.

Isaias ameaçava uma região com grande concentração de refinarias, o que poderia agravar as dificuldades de um setor já sob forte pressão devido aos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia.

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Com AFP

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