Donald Trump criticou a escolha da ativista sul-africana Navi Pillay para o Nobel da Paz, afirmando que a premiação perdeu a credibilidade devido a "ideólogos radicais" e que nunca ouvira falar da vencedora. O presidente americano, que almejava o prêmio, teve sua candidatura prejudicada por posturas contra o multilateralismo e conflitos internacionais. Ao receber a honraria, que inclui US$ 1,2 milhão, Pillay ironizou dizendo que poderia dividir o reconhecimento com o líder republicano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta sexta-feira, 9, a escolha da ex-juíza sul-africana e defensora dos direitos humanos Navi Pillay como vencedora do Prêmio Nobel da Paz. Segundo ele, a premiação perdeu credibilidade por causa de um "punhado de ideólogos radicais".
"O Prêmio Nobel da Paz ficou desacreditado para sempre por causa de um punhado de ideólogos radicais que são antidemocráticos e verdadeiros inimigos da civilização", afirmou Trump durante um comício em Siracusa, no Estado de Nova York.
O republicano disse que nunca tinha ouvido falar de Pillay, reconhecida por seus esforços em defesa do direito internacional. "Nunca tinha ouvido falar dessa pessoa em particular, mas, de qualquer forma, parabéns", declarou. Trump também afirmou que a escolha deixava "uma mancha indelével na Noruega".
Desde que voltou à Casa Branca, em 2025, Trump não esconde o desejo de receber o Nobel da Paz. Antes do anúncio da vencedora, especialistas em Oslo apontaram que a guerra contra o Irã, as ambições territoriais do presidente americano, incluindo em relação à Groenlândia, a política linha-dura contra imigrantes e os ataques ao multilateralismo pesavam contra sua candidatura.
O Nobel da Paz inclui uma medalha de ouro, um diploma e um prêmio em dinheiro de US$ 1,2 milhão.
Ao receber a honraria nesta sexta-feira, Pillay brincou com a possibilidade de dividir o reconhecimento com Trump. "Se aplaudirem um pouco mais alto, talvez eu divida o prêmio com Trump", disse.
No ano passado, a vencedora do Nobel da Paz foi a líder opositora venezuelana María Corina Machado, que presenteou Trump com sua medalha./com AFP