Parlamento de Portugal rejeita reforma trabalhista em golpe a governo minoritário

19 jun 2026 - 10h46

O governo ‌de centro-direita de Portugal sofreu seu maior revés desde que voltou ao poder em maio passado quando o Parlamento rejeitou, nesta sexta-feira, sua proposta de reforma ⁠trabalhista, com os partidos de extrema direita ‌Chega e de centro-esquerda Socialista unindo forças para bloqueá-la.

O governo propôs ‌alterações em mais de 100 ‌artigos do Código do Trabalho ⁠com o objetivo de impulsionar a produtividade e o crescimento econômico, mas os sindicatos argumentam que a reforma favorece os empregadores em detrimento dos direitos dos ‌trabalhadores e organizaram duas greves gerais ‌nos últimos seis ⁠meses.

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Apenas ⁠os 91 parlamentares da coalizão governista e nove membros ⁠do ‌partido Iniciativa Liberal ‌apoiaram o projeto de lei, enquanto o restante da casa composta por 230 assentos votou contra. A rejeição provocou ⁠fortes aplausos.

A reforma visava facilitar as demissões por justa causa, permitir que as empresas evitassem a reintegração de trabalhadores em casos ‌de demissão ilegal mediante pagamento de indenização e eliminar os limites à terceirização.

O ⁠líder do Chega, André Ventura, e o primeiro-ministro Luís Montenegro negociaram até o último minuto, mas não conseguiram chegar a um acordo. O Chega vinha pressionando por uma redução gradual da idade de aposentadoria em Portugal, com o objetivo de baixá-la dos atuais 66 anos e 9 meses para 65 — uma proposta que o governo rejeitou categoricamente.

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