Em mensagem à Marcha pela Vida, na Eslováquia, o papa Leão XIV reiterou que a vida humana deve ser protegida desde a concepção até o fim natural, incentivando o acolhimento aos mais vulneráveis. Lida em Bratislava, a declaração reafirma a postura adotada pelo líder católico em junho, no Parlamento espanhol, ocasião em que condenou o aborto e ressaltou que a salvaguarda da existência humana não depende de religião, mas consiste em um compromisso civilizatório basilar para toda a sociedade.
O papa Leão XIV defendeu a necessidade de uma "consciência renovada sobre o dom precioso da vida" em mensagem enviada aos organizadores e participantes da quinta Marcha Nacional pela Vida, realizada neste domingo (20), em Bratislava, capital da Eslováquia.
Na mensagem, o pontífice afirmou que a vida deve ser "acolhida e valorizada em todas as suas etapas, desde a concepção até o seu fim natural".
O texto foi lido no palco da manifestação pelo núncio apostólico na Eslováquia, dom Nicola Girasoli.
Segundo informações divulgadas pelos meios de comunicação do Vaticano, o Papa também incentivou a promoção de uma "cultura capaz de cuidar, sobretudo, dos mais vulneráveis e indefesos".
Para Robert Prevost, esse compromisso pode contribuir para a construção de uma sociedade "mais fraterna e solidária".
Esta não é a primeira vez que o líder da Igreja Católica defende a proteção da vida. Em junho passado, Leão XIV condenou o abordo em um discurso inédito feito no Parlamento espanhol, em Madri, apoiando a vida humana "desde sua concepção até o seu fim natural".
Na ocasião, ele enfatizou que "a defesa da vida humana não é uma questão de interesse particular ou de filiação religiosa: é um objetivo da civilização". "Toda a vida humana deve ser reconhecida e protegida desde a concepção até ao seu fim natural, em todas as circunstâncias da sua existência."