Iraniana de 21 anos é condenada à morte após manifestações contra governo; irmã gêmea está presa

Taraneh e Romina foram julgadas com outras 14 pessoas e são acusadas de envolvimento na morte de um integrante da Guarda Revolucionária

18 set 2026 - 09h46
(atualizado às 10h19)
Taraneh é condenada à morte após manifestações contra governo; irmã gêmea, Romina, recebe mais de 30 anos de prisão
Taraneh é condenada à morte após manifestações contra governo; irmã gêmea, Romina, recebe mais de 30 anos de prisão
Foto: Reprodução/Instagram/@iran.hrdc

A iraniana Taraneh Rahimi, de 21 anos, foi condenada à morte no Irã oito meses após participar, com a irmã gêmea Romina, de protestos contra as autoridades na cidade de Isfahan. Presas uma semana após as manifestações, Taraneh e Romina foram julgadas com outras 14 pessoas e são acusadas de envolvimento na morte de um integrante da Guarda Revolucionária e de uma pessoa em situação de rua.

Segundo a AFP, as irmãs compareceram em julho diante de um tribunal instalado em uma prisão de Isfahan. A organização Human Rights Activists (HRANA) informou que Taraneh foi condenada à morte um mês depois por "guerra contra Deus", enquanto Romina recebeu uma sentença de 36 anos de prisão.

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As manifestações das quais elas participaram ocorreram em 8 e 9 de janeiro e reuniram milhares de pessoas em Isfahan contra o aumento do custo de vida. Os protestos foram reprimidos com violência, de acordo com organizações de direitos humanos e e investigadores da ONU.

Um primo das irmãs, Masud Nourmohamadi, que mora nos Estados Unidos, afirma que não há provas contra elas. "Os advogados não tiveram acesso ao processo até o primeiro dia do julgamento", cita ele à agência. O primo também relatou episódios de tortura contra as primas. 

"Eles torturavam os jovens uns na frente dos outros, um após o outro. Faziam questão de que Taraneh ouvisse os gritos de Romina. Disseram a ela: 'Se você não assinar essas confissões, vamos estuprar sua irmã na sua frente'. É claro que ela assinou", disse.

Ainda conforme a agência, a sentença de Taraneh ainda pode ser objeto de recurso. O Irã, no entanto, já executou 29 pessoas -- todas homens -- relacionadas às manifestações. Ativistas acusam as autoridades iranianas de realizar as execuções para espalhar medo entre a população, já as autoridades dizem que agem contra instigadores das manifestações, classificadas como "distúrbios fomentados do exterior".

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Fonte: Portal Terra
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