A fragata italiana Carlo Bergamini iniciou a escolta do navio mercante Jolly Oro no Estreito de Bab el-Mandeb, sob a missão europeia Aspides, visando protegê-lo de ameaças dos rebeldes houthis no Mar Vermelho. A operação defensiva reforça a segurança na rota estratégica por onde passa 40% do comércio marítimo da Itália. Segundo o governo italiano, a atuação tem foco estritamente na proteção e o país avalia ações unilaterais para garantir a passagem segura de suas embarcações comerciais.
A fragata Carlo Bergamini, da Marinha da Itália, foi ativada para escoltar um navio mercante durante a travessia do Estreito de Bab el-Mandeb, em meio às ameaças de bloqueio da via marítima pelos houthis, grupo que controla a maior parte do Iêmen.
A informação foi divulgada nesta sexta-feira (18) pela própria Marinha italiana, que descreveu a ação como parte das tarefas atribuídas às forças navais da Operação Aspides, missão europeia de proteção ao tráfego marítimo no Mar Vermelho.
A escolta deve durar dois dias e permitirá que o navio Jolly Oro, da empresa italiana Ignazio Messina & C., navegue em segurança por Bab el-Mandeb, no sentido norte.
Segundo a Marinha, a operação representa "um sinal concreto, entregue com excelente timing, sobre a importância de manter um alto nível de atenção à segurança da navegação comercial na área".
A região do estreito tem sido palco de crescentes ataques e avanços dos rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, que ameaçam a rota marítima por onde passa parcela significativa do comércio internacional entre a Europa e a Ásia.
Na quinta-feira (17), o ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, afirmou que o país está disposto a conduzir operações militares de forma unilateral, se necessário, para garantir a passagem de seus navios pelo estreito, sem esperar os trâmites burocráticos da União Europeia.
Já nesta sexta, o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, esclareceu que essa atividade envolverá apenas navios da Marinha empenhados na missão Aspides, em caráter estritamente defensivo. "Não é para atacar os houthis, mas sim para proteger os navios em caso de ataque", disse. Cerca de 40% do tráfego marítimo comercial da Itália passa pelo mar Vermelho. .