O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em um documento oficial que o governo brasileiro 'falhou no confronto' ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV), e que as facções transformaram o País em um 'centro para o fluxo global de cocaína'.
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A manifestação do republicano integra uma diretiva oficial remetida na última terça-feira, 15, ao Congresso estadunidense. No documento, a Casa Branca lista países considerados como 'grandes produtores' ou 'rotas primárias' para o fluxo de drogas ao redor do planeta.
O documento também avalia as iniciativas de governos estrangeiros no combate à produção e ao tráfico de entorpecentes. A publicação da diretiva é exigida por lei e é anualmente enviada ao Congresso.
Segundo o relatório, a 'presença de um país na listagem não é, necessariamente, um reflexo dos esforços atuais de governos estrangeiros no combate às drogas', já que a definição depende de uma combinação de fatores geográficos, comerciais e econômicos.
Em 2026, a Casa Branca elencou 23 países na relação publicada. O Brasil não aparece na lista, mas é citado como contraponto no documento diante da afirmação de que 'diversos governos ocidentais estão tomando ações corajosas para reduzir o tráfico de drogas e erradicar cartéis'.
"O Governo do Brasil falhou em confrontar as organizações estrangeiras denominadas terroristas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, que transformaram o Brasil em um centro para o fluxo global de cocaína", afirma o documento.
"Estas organizações terroristas brasileiras são uma crescente ameaça à paz e a à segurança ao redor do mundo, e o governo do Brasil precisa, urgentemente, tomar medidas agressivas para enfrentar e derrotá-los antes que cresçam e se espalhem", continuou o relatório.
Apesar de ter permanecido fora da lista de países designados, as constatações contra o governo brasileiro representam uma mudança em relação ao relatório publicado em 2025, quando o País ficou fora do documento publicado por Trump. Na ocasião, a Casa Branca focou as críticas a países como China, México, Colômbia e Venezuela.
A citação nominal ocorre meses após o secretário de Estado americano, Marco Rubio, oficializar a classificação do PCC e CV como organizações terroristas. O ato foi oficializado em 5 de maio passado, com publicação no Diário Oficial dos EUA.