Atirador palestino mata israelense a tiros na Cisjordânia; soldados matam motorista

20 set 2026 - 12h45
Resumo
A violência na Cisjordânia ocupada voltou a escalar no domingo, véspera do feriado de Yom Kippur. Um israelense morreu baleado por um atirador palestino, que acabou preso após o ataque próximo a Neve Tzuf. Em outro incidente, soldados israelenses mataram um motorista palestino acusado de tentar atropelá-los perto de Ganim. Em resposta aos episódios fatais, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu determinou o reforço das forças de segurança, além de novas prisões e ações ofensivas na região.

A ‌violência se intensificou na Cisjordânia ocupada no domingo, quando um suposto atirador palestino matou a tiros um homem israelense, segundo a polícia, e soldados israelenses mataram um motorista palestino que, segundo as Forças Armadas, ⁠tentava atropelá-los.

O atirador abriu fogo de dentro de ‌seu veículo contra israelenses reunidos em uma fonte próxima ao assentamento de Neve Tzuf, perto de ‌Ramallah, segundo as Forças Armadas ‌e a polícia de Israel.

Publicidade

Médicos que chegaram ⁠ao local do tiroteio disseram ter encontrado um homem dentro de um carro com ferimentos graves causados por tiros. Ele foi declarado morto no hospital, informou a polícia.

O atirador foi localizado algumas horas depois ‌em um hospital em Ramallah e preso, informou a ‌polícia.

Logo após o ⁠tiroteio, as ⁠Forças Armadas informaram que suas tropas "eliminaram" um motorista palestino que ⁠havia tentado um ‌ataque com atropelamento contra ‌soldados perto do assentamento de Ganim, mais ao norte da Cisjordânia. Nenhum soldado ficou ferido, segundo as autoridades. A Reuters não conseguiu verificar imediatamente ⁠a versão dos soldados.

Não ficou claro se os incidentes fatais, ocorridos na véspera do feriado judaico de Yom Kippur, estavam relacionados.

Publicidade

Após os incidentes, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ‌disse ter instruído as agências de segurança a reforçarem suas forças e realizarem prisões e ações ofensivas ⁠na região.

O grupo militante palestino Hamas elogiou o ataque a tiros, mas não assumiu a responsabilidade pelo mesmo.

A violência tem se intensificado na Cisjordânia desde o ataque do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023, e a subsequente ofensiva militar israelense em Gaza. A violência na Cisjordânia incluiu um aumento acentuado nos ataques de colonos militantes contra palestinos, bem como amplas incursões militares israelenses e ataques palestinos contra israelenses.

Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se