As novas medidas israelenses para a Cisjordânia, anunciadas no fim de semana e criticadas internacionalmente, podem, segundo analistas, acelerar a anexação do território ocupado, facilitar a compra de terras por colonos e empurrar a população palestina para enclaves urbanos.
"Se essas decisões forem implementadas, elas sem dúvida irão acelerar a perda de terras pelos palestinos e seu deslocamento forçado, além de levar à criação de novas colônias israelenses ilegais", declarou Volker Türk em comunicado.
"É mais um passo das autoridades israelenses para tornar impossível a existência de um Estado palestino viável, em violação ao direito do povo palestino à autodeterminação", denunciou a ONU, a Organização das Nações Unidas.
As novas medidas facilitam a compra de terras por colonos israelenses, especialmente ao revogar uma lei de várias décadas que proibia judeus de comprar diretamente terras na Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967.
Essas medidas também devem reforçar o controle de Israel em partes da Cisjordânia onde a Autoridade Palestina, sediada em Ramallah, exerce poder.
"Isso privará ainda mais os palestinos de seus recursos naturais e restringirá o acesso a outros direitos", criticou Türk. "Isso vai cimentar o controle de Israel e integrar ainda mais a Cisjordânia a Israel, consolidando anexações ilegais."
As novas medidas também permitem que Israel administre dois importantes locais religiosos no sul da Cisjordânia: o Túmulo dos Patriarcas, local sagrado para as três religiões monoteístas em Hebron, e o Túmulo de Raquel, em Belém.
Com AFP