A Itália solicitou à União Europeia o envio de mais navios e apoio financeiro para fortalecer a Operação Aspides, em meio ao avanço dos rebeldes houthis no Estreito de Bab el-Mandeb. O ministro da Defesa, Guido Crosetto, afirmou que o país pode enviar uma segunda fragata, mas exigiu a divisão dos custos com os demais membros do bloco. O chanceler Antonio Tajani reforçou o apelo, cobrando uma participação militar ou econômica efetiva dos parceiros europeus na proteção do Mar Vermelho.
Em carta enviada a Kaja Kallas, alta representante da União Europeia, o ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, defendeu o fortalecimento da missão Aspides por meio do envio de navios adicionais por outros países do bloco, visando garantir a continuidade do tráfego marítimo pelo Estreito de Bab el-Mandeb.
A solicitação do político italiano enviada à diplomata estoniana ocorreu em meio ao avanço em terra dos rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã.
Na mensagem, Crosetto esclareceu que a Itália estaria pronta para enviar uma segunda fragata, caso solicitado, mas destacou que outras nações da UE precisam ajudar a arcar com os custos da operação.
Nas últimas horas, a fragata Carlo Bergamini, da Marinha da Itália, foi mobilizada para escoltar um navio mercante durante a travessia do estreito, diante das ameaças de bloqueio da via marítima pelo grupo rebelde. A ação fez parte das tarefas atribuídas às forças navais da Operação Aspides, missão europeia criada para proteger a navegação no Mar Vermelho.
Com os avanços significativos dos houthis nas imediações do estreito, Crosetto já havia declarado que a Itália não esperaria a UE para proteger suas embarcações e mostrou disposição para agir de forma independente na garantia da passagem segura por Bab el-Mandeb.
O vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, reforçou que o país vem pedindo há meses um reforço da missão Aspides ao bloco europeu.
"A Itália e a Grécia estão fazendo muito, mas se quisermos garantir a segurança de toda a Europa, então, na ausência de uma contribuição militar, deve haver ao menos uma contribuição financeira", declarou Tajani, descartando que as ações italianas representem uma escalada da situação. .