O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou estar em diálogo com os rebeldes houthis do Iêmen em busca de um acordo. A declaração ocorre em meio ao avanço militar do grupo pró-Irã no litoral do Mar Vermelho e à intensificação dos bombardeios da Arábia Saudita. Apesar da escalada, Riad propôs uma trégua de duas semanas mediada por Omã para iniciar conversas diretas, mas os rebeldes receberam a oferta com ceticismo, demandando uma resolução definitiva e ampla para o conflito.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou nesta sexta-feira (18) que está em contato com os rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã.
"Estamos conversando com os houthis; eles querem ver se podemos chegar a um acordo", declarou o republicano em entrevista à NewsNation.
Os comentários de Trump foram feitos em meio aos crescentes ataques e avanços dos houthis na costa ocidental do Iêmen. O movimento pró-Teerã assumiu recentemente o controle do município portuário iemenita de Mocha, no litoral do Mar Vermelho, e intensificou as ações contra alvos ligados à Arábia Saudita, aumentando a pressão sobre Riad.
As forças sauditas, por sua vez, ampliaram suas operações militares no Iêmen. Riad, segundo um porta-voz dos houthis, lançou quase 30 ataques aéreos nas últimas 24 horas contra a província de Taiz, elevando o número total de ofensivas nesta semana para aproximadamente 300.
Por outro lado, o jornal libanês al-Akhbar, próximo ao Hezbollah, informou que a Arábia Saudita propôs uma trégua de duas semanas aos houthis, seguida de negociações diretas entre o governo saudita e os líderes do grupo.
A proposta teria sido encaminhada aos rebeldes por mediadores omanenses, após dias de articulação entre a Arábia Saudita, Estados Unidos, Egito, Paquistão e Omã. O periódico, no entanto, ressaltou que o movimento se mostrou cético em relação à oferta, exigindo uma "solução final e abrangente para o conflito".