O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira, 18 que a CNN, a MS NOW e o Politico estão proibidos "imediatamente" de entrar na Casa Branca. A decisão segue o histórico de confrontos entre o governo Trump e veículos de imprensa que fazem a cobertura da Presidência americana.
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O anúncio foi feito por meio de uma publicação no Truth Social, rede social utilizada pelo presidente. Trump acusou os três veículos de divulgarem "informações falsas" sobre sua administração, mas não apresentou exemplos de reportagens ou notícias que teriam motivado a medida.
"Os veículos de comunicação não deveriam poder constantemente escrever ou noticiar ficção e mentiras quando estão cobrindo o presidente dos Estados Unidos, o governo Trump ou os Estados Unidos da América", escreveu Trump. "Outros veículos de comunicação serão os próximos".
Ainda não está definido como a proibição será aplicada nem se funcionários dos veículos serão impedidos de entrar fisicamente nas dependências da Casa Branca. Pouco depois do anúncio, repórteres do Politico e da CNN ainda permaneciam no local, segundo a BBC.
Desde o retorno à Presidência, em janeiro de 2025, Trump e integrantes de sua administração protagonizaram sucessivos embates com jornalistas responsáveis pela cobertura da Casa Branca.
Em fevereiro de 2025, a Casa Branca restringiu o acesso de repórteres e fotógrafos da Associated Press a áreas como o Salão Oval e o Air Force One. A decisão ocorreu depois que a agência manteve o uso do nome "Golfo do México", em vez de "Golfo da América", para se referir à região. A Associated Press contestou a medida judicialmente e o processo continua em andamento.
Trump também costuma entrar em confronto com jornalistas durante coletivas no Salão Oval e no Air Force One. Nessas ocasiões, o presidente já chamou repórteres de "fake news" e "rudes".