O ministro da Empresa e do Made in Italy, Adolfo Urso, pediu aos produtores de vinho da Itália que resistam e busquem novos mercados, destacando as oportunidades que devem ser criadas pelo acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul.
As declarações foram feitas à margem da Opera Wine e antecedem a abertura da Vinitaly, que será inaugurada amanhã (12), na Veronafiere.
"Devemos resistir, assim como os nossos produtores de vinho estão fazendo nos mercados tradicionais, especialmente nos Estados Unidos, onde, obviamente, foram sentidos os efeitos do aumento das tarifas. Embora tenham demonstrado maior resiliência do que os nossos concorrentes, abriremos cada vez mais novos mercados", declarou Urso.
O ministro acrescentou que o pacto comercial entre UE e Mercosul, que entrará em vigor em 1º de maio, "reduzirá gradualmente as tarifas de importação" do produto. Ele também mencionou os mercados da Índia, que deverá ter uma "drástica redução" nas taxas a partir do próximo ano, e da Austrália.
"Portanto, três novos mercados importantes, de certa forma compatíveis com os produtos italianos, particularmente com o vinho, mas certamente também com outros produtos 'Made in Italy'", afirmou.
O ministro da Agricultura da Itália, Francesco Lollobrigida, afirmou que a bebida é um "recurso importante que está sendo defendido e promovido", enquanto o comissário europeu para Agricultura e Desenvolvimento Rural, Christophe Hansen, reiterou que a UE considera o vinho um setor estratégico.
Um estudo publicado nesta semana apontou que a Itália é a maior produtora de vinho do mundo, representando 22% do mercado global. Em 2025, as exportações atingiram quase 8 bilhões de euros, em um contexto de mudança nos hábitos de consumo, com demanda cada vez mais voltada à qualidade.
Apesar da liderança no ranking, 2025 não foi considerado um ano tão positivo para o setor, já que as exportações recuaram 3,7%, especialmente nos segmentos de vinhos tintos e rosés.