Milei anuncia plano para cortar mais 20 mil vagas no setor público argentino

Governo argentino lança programa de desligamento voluntário para eliminar mais 20 mil postos de trabalho e reduzir gastos estatais

19 out 2026 - 17h30
(atualizado às 17h31)
Resumo
O governo de Javier Milei lançou um plano de demissão voluntária para cortar 20 mil vagas no setor público argentino, visando reduzir gastos e impostos. A medida, que soma aos 77 mil postos já eliminados desde 2023, proíbe o retorno dos funcionários por oito anos e motivou protestos sindicais, que a classificaram como extorsiva. A nova política de austeridade ocorre em meio à crise econômica, com a perda de 270 mil empregos formais no setor privado e avanço da informalidade para 45%.

O governo de Javier Milei lançou, nesta segunda-feira (19), um plano de demissão voluntária com o qual espera cortar 20 mil novos postos de trabalho na administração pública, somando-se aos mais de 77 mil já suprimidos desde o início da gestão, em dezembro de 2023.

O programa, estruturado para se estender por um mês a partir de 1º de novembro, tem como justificativa oficial buscar a alocação adequada e eficiente dos recursos públicos, conforme detalhado em decreto publicado no Diário Oficial do país.

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O impacto da política de Milei na administração pública

Para justificar a medida, o ministro de Desregulamentação e Transformação do Estado, Federico Sturzenegger, escreveu nas redes sociais que o governo continua buscando maneiras de reduzir o gasto público para continuar baixando impostos. O programa prevê diferentes planos de pagamento baseados na idade e no tempo de serviço dos empregados, incluindo uma cláusula rígida que proíbe o retorno à administração pública pelo período de oito anos.

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Foto: Perfil Brasil

A reação das entidades sindicais foi imediata diante do anúncio. A ATE (Associação de Trabalhadores do Estado) convocou uma marcha de protesto e criticou duramente os termos da medida anunciada pela gestão de Milei. "Não é desligamento voluntário, é demissão extorsiva. A exclusão a este decreto é total", escreveu no X o secretário-geral do sindicato, Rodolfo Aguiar.

Enquanto o funcionalismo enfrenta a política de corte de gastos estatais, dados oficiais e sindicais mostram que a austeridade também atingiu o setor privado formal, que perdeu 270 mil vagas em meio à queda da atividade econômica, enquanto a informalidade trabalhista no país vizinho subiu para cerca de 45% nos últimos três anos.

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