Michelle Bachelet desiste da disputa pelo comando da ONU

20 set 2026 - 12h09
Resumo
A ex-presidente chilena Michelle Bachelet retirou sua candidatura a secretária-geral da ONU após perder apoio no Conselho de Segurança, conforme apontou uma sondagem informal que colocou a costarriquenha Rebeca Grynspan na liderança. Aos 74 anos, a ex-chefe de direitos humanos defendia o multilateralismo, mas deixa a corrida que ainda conta com sete concorrentes para suceder António Guterres ao fim de 2026. A indicação final dependerá de consenso do Conselho e do aval da Assembleia Geral.

A ex-presidente ‌chilena Michelle Bachelet anunciou no sábado que está retirando sua candidatura ao cargo de próxima secretária-geral das Nações Unidas, encerrando uma campanha que vinha enfrentando dificuldades ⁠para ganhar apoio entre os membros do ‌Conselho de Segurança.

Bachelet, de 74 anos, anunciou sua decisão em um vídeo ‌publicado no Instagram, dizendo: "Vou ‌agora continuar, com a mesma ⁠determinação de sempre, meu trabalho internacional".

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A duas vezes presidente do Chile e ex-chefe de direitos humanos da ONU havia baseado sua campanha na defesa do multilateralismo ‌e do direito internacional, em um momento ‌em que, ⁠segundo ela, ⁠ambos estão sob pressão constante.

A desistência de Bachelet ⁠deixa sete ‌candidatos na disputa ‌para suceder o secretário-geral António Guterres, que concluirá seu segundo mandato de cinco anos em 31 de dezembro ⁠de 2026. Ainda é possível que mais candidatos entrem na disputa.

Sua desistência ocorre apenas um dia depois que uma terceira sondagem ‌informal, realizada na sexta-feira, mostrou que seu apoio havia praticamente desmoronado. A mesma ⁠sondagem colocou Rebeca Grynspan, da Costa Rica, na liderança.

O Conselho de Segurança da ONU acabará por recomendar formalmente um único candidato à Assembleia Geral, composta por 193 membros, para a eleição. A aprovação da Assembleia é há muito vista como uma formalidade, uma vez que o Conselho chegue a um consenso.

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