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Merkel anuncia restrições para não vacinados na Alemanha

País vai limitar a acesso a locais de cultura, lazer e comércio

2 dez 2021 11h35
| atualizado às 12h11
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Angela Merkel chega para coletiva de imprensa após reunião com líderes estaduais
Foto: EPA / Ansa - Brasil

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, anunciou nesta quinta-feira (2) restrições contra não vacinados para tentar conter a pior onda de contágios por covid-19 no país desde o início da pandemia.

A decisão foi tomada após uma reunião entre o governo federal e as administrações estaduais, a última presidida por Merkel, que no próximo dia 8 passará o bastão para o líder social-democrata e atual vice-chanceler alemão, Olaf Scholz.

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A Alemanha vai estender o sistema conhecido como 2G - que permite acesso a locais de lazer apenas para vacinados ou recém-curados - para todo o território nacional. "Locais de cultura e lazer ficarão abertos apenas para vacinados ou curados", disse Merkel, acrescentando que a regra também valerá para o comércio não essencial.

Na prática, quem não tiver se imunizado nem se recuperado recentemente da covid-19 viverá em um regime similar a um lockdown. Além disso, o Parlamento vai debater uma lei para tornar obrigatória a vacinação contra o novo coronavírus, medida já anunciada pela vizinha Áustria e que é defendida por Scholz.

Vivendo um período de transição de governo, o país enfrenta o pior momento da pandemia em termos de novos casos e tem pouco menos de 70% de sua população totalmente vacinada contra a covid.

De acordo com a Universidade Johns Hopkins, a Alemanha é o segundo país no mundo com mais contágios nos últimos 28 dias (1,3 milhão), atrás apenas dos Estados Unidos (2,4 milhão).

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Já o número semanal de mortes - foram 1,83 mil óbitos na semana passada - é o mais alto desde o início de março.

  
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