Em reunião da Coalizão dos Dispostos, a premiê italiana Giorgia Meloni defendeu uma paz justa e duradoura na Ucrânia, reiterando o apoio de Roma à soberania do país. Ela anunciou a doação de geradores elétricos para apoiar a população e a rede energética local no inverno. Os líderes do grupo também concordaram em endurecer as sanções contra a Rússia, enquanto o Reino Unido reforçou seu compromisso militar para neutralizar os ataques russos contra a infraestrutura ucraniana.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, defendeu nesta segunda-feira (24) um caminho de negociação que leve a uma paz "justa e duradoura" na Ucrânia.
A declaração foi dada durante a reunião virtual dos líderes da Coalizão dos Dispostos, realizada por ocasião do 35º aniversário da independência do país do leste europeu.
Segundo comunicado do governo italiano, Meloni reiterou que Roma apoia "a soberania, a integridade territorial e a independência da Ucrânia" e expressou "profunda solidariedade" ao presidente Volodymyr Zelensky e ao povo ucraniano diante dos ataques russos a infraestruturas civis.
"Meloni reafirmou a determinação da Itália em operar ao lado dos parceiros internacionais para favorecer um percurso de negociações rumo a uma paz justa e duradoura", afirma a nota.
Durante a reunião, de acordo com o comunicado, os líderes da Coalizão dos Dispostos concordaram em "reforçar a eficácia do regime de sanções e combater qualquer tentativa de contorná-lo, para enfraquecer ainda mais a máquina de guerra de Moscou".
Meloni também confirmou o compromisso da Itália na frente humanitária, com o envio de novos geradores de eletricidade para ajudar a garantir a estabilidade da rede energética ucraniana e apoiar a população durante o inverno.
A Coalizão dos Dispostos é um grupo de países europeus que se ofereceram para participar das garantias de segurança à Ucrânia no caso de um eventual acordo de paz com a Rússia. O grupo é liderado por França e Reino Unido, cujo premiê, Andy Burnham, visitou Kiev nesta segunda-feira.
"Estou determinado, com os Dispostos, a dar a ajuda de que se precisa, não apenas para a defesa aérea, mas também para destruir os mísseis russos antes que eles partam", disse o primeiro-ministro. .