Manifestação de supremacistas brancos é considerada liberdade de expressão em "democracia caótica", diz secretário do Interior dos EUA

5 jul 2026 - 15h45

Autoridades federais ‌não tinham motivos para impedir a manifestação de 4 de julho de um grupo supremacista branco em Washington devido às garantias à liberdade de expressão, afirmou o secretário do Interior ⁠dos Estados Unidos, Doug Burgum, neste domingo.

Centenas de ‌membros mascarados do Patriot Front que marcharam pela capital do país no Dia da ‌Independência, no sábado, não ‌cometeram nenhuma ilegalidade, disse Burgum ao programa "State ⁠of the Union", da CNN.

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Embora a ideologia supremacista branca e anti-imigração da organização seja "algo com que eu jamais poderia concordar", afirmou Burgum, ela é protegida pela liberdade de expressão, mesmo ‌que "torne a democracia caótica".

Os manifestantes no National Mall, ‌em Washington, ⁠que criticam ⁠o presidente Donald Trump, gozam dos mesmos direitos, "mas têm ⁠permissão para continuar ‌por causa da ‌liberdade de expressão em nosso país", disse Burgum.

A própria Patriot Front já criticou a democracia. Um manifesto no site do grupo afirma: "A ⁠democracia falhou com esta nação que já foi grande", e diz que é necessária uma "reinicialização radical" para "retornar às tradições e virtudes de nossos antepassados", ‌identificando-os como colonos europeus.

Os membros do Patriot Front marcharam ao som de tambores perto do ⁠Capitólio e do centro de transporte Union Station, antes de pegarem trens do metrô para um subúrbio do Distrito de Columbia.

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Burgum se recusou-se a dizer se condenava o Patriot Front ou se recomendaria que Trump o condenasse. Ele minimizou a manifestação do grupo, considerando-a uma aberração entre os eventos de 4 de julho que comemoravam o 250º aniversário do país.

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