Mais de 160 cristãos são sequestrados no norte da Nigéria

País tem registrado aumento significativo no número de ataques em massa

19 jan 2026 - 14h11
(atualizado às 14h27)

Mais de 160 fiéis cristãos foram sequestrados no último domingo (18) em um ataque realizado por grupos armados contra duas igrejas em uma aldeia remota do estado de Kaduna, no norte da Nigéria.

Grupos armados atacaram duas igrejas em aldeia remota
Grupos armados atacaram duas igrejas em aldeia remota
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A informação foi confirmada por um pastor cristão local e por autoridades de segurança ligadas às Nações Unidas.

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Segundo o reverendo Joseph Hayab, presidente da Associação Cristã da Nigéria para o Norte, os criminosos chegaram em grande número, cercaram a região e bloquearam as portas das igrejas durante as celebrações.

"Eles fecharam todas as entradas das igrejas e forçaram os fiéis a se refugiarem no mato", relatou à AFP, afirmando que os criminosos "levaram 172, mas nove escaparam".

Os sequestros foram confirmados por um relatório das Nações Unidas que menciona a captura de "mais de 100 fiéis".

A Nigéria, país mais populoso da África, tem registrado um aumento significativo nos sequestros em massa desde novembro, especialmente nas regiões do norte e noroeste, onde atuam diversos grupos armados.

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A escalada da violência levou os Estados Unidos a realizarem ataques militares no dia de Natal no estado de Sokoto. O presidente norte-americano, Donald Trump, acusou grupos armados nigerianos de perseguirem cristãos, classificando a situação como um "genocídio".

O ataque ocorre em meio a um contexto de forte insegurança no estado. Ontem, também foi confirmada a libertação do padre Bobbo Paschal, pároco da igreja de Santo Stefano, na área do governo local de Kushe Gudgu Kagarko.

O religioso havia sido sequestrado em 17 de novembro, em sua residência paroquial. Durante o ataque, o irmão do padre foi morto.

De acordo com um comunicado da Arquidiocese de Kaduna, citado pela agência Fides, o padre foi libertado são e salvo no dia 17 de janeiro, após dois meses em cativeiro. 

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