França não pretende aderir a Conselho de Paz de Trump, diz mídia

'Princípios da iniciativa vão além de Gaza', disseram fontes de Paris

19 jan 2026 - 13h19
(atualizado às 14h15)

A França não pretende aderir, no momento, ao Conselho de Paz para a Faixa de Gaza proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por "colocar em dúvida questões importantes" ligadas às Nações Unidas.

Macron teria declinado de convite de Trump para Conselho de Paz
Macron teria declinado de convite de Trump para Conselho de Paz
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A informação foi publicada nesta segunda-feira (19) pela AFP, citando fontes próximas ao presidente francês, Emmanuel Macron.

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A negativa de Paris sobre a proposta, feita a diversos líderes mundiais, deve-se à "carta de princípios dessa iniciativa", que segundo as fontes, "vai além do âmbito restrito de Gaza, contrariando as expectativas iniciais".

"Ela [a carta-convite] coloca em dúvida questões importantes, em particular, o respeito pelos princípios e pela estrutura das Nações Unidas, que não podem ser questionados em hipótese alguma", alertaram as fontes em Paris.

O chamado "Conselho de Paz" de Trump foi concebido, inicialmente, para supervisionar a reconstrução de Gaza, mas a minuta do "estatuto" não menciona de forma explícita o território palestino, trazendo  um objetivo mais amplo: o de contribuir para a resolução de conflitos armados em todo o mundo.

Ainda de acordo com a AFP, o Canadá avisou que "não irá pagar" para fazer parte de forma permanente do Conselho Executivo da proposta, cujo valor exigido seria de US$ 1 bilhão.

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"O Canadá não pagará por um assento no conselho, nem isso nos foi solicitado no momento", revelou uma fonte do governo à agência de notícias.

O primeiro-ministro do país, Mark Carney, foi convidado por Trump para ocupar uma vaga inicial no Conselho Executivo, com duração de três anos. O premiê indicou que aceitaria a oferta.

Já os membros que queiram garantir uma cadeira definitiva teriam de pagar a taxa bilionária.

O convite também foi enviado à primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, que se demonstrou pronta a integrar a iniciativa; ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que ainda avalia a indicação, assim como a seu homólogo russo, Vladimir Putin. Já o chefe de Estado argentino, Javier Milei, afirmou "ser uma honra" ter sido lembrado como convidado.

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