Kim Jong Un defendeu a busca pela superioridade absoluta em tecnologia de drones e inteligência artificial para modernizar as Forças Armadas da Coreia do Norte, classificando o setor como prioridade indispensável na guerra moderna. A declaração ocorreu durante testes bélicos com drones suicidas e disparos de projéteis e mísseis balísticos monitorados pela Coreia do Sul, em meio ao envio de tropas norte-coreanas à Rússia, que proporcionou ao país experiência prática em combates com drones.
O líder norte-coreano Kim Jong Un pediu que seu país conquiste a "superioridade absoluta" em tecnologia de drones, ao discursar em uma exposição de tecnologia aeronáutica não tripulada e demonstração de armas, informou a agência de notícias estatal KCNA nesta sexta-feira (horário local, ainda quinta-feira em Brasília).
Uma demonstração de poder de fogo realizada após a exposição envolveu drones táticos de ataque suicida, mísseis de cruzeiro táticos, drones multifuncionais e um batalhão de lançadores múltiplos de foguetes de 600 mm, informou a KCNA.
As Forças Armadas da Coreia do Sul informaram nesta quinta-feira que a Coreia do Norte havia disparado cerca de 10 projéteis, incluindo mísseis balísticos de curto alcance.
De acordo com a KCNA, Kim afirmou que buscar a superioridade na tecnologia de drones é "uma opção indispensável", dada a natureza mutável da guerra moderna.
Ele também disse que o uso de IA de alto nível em sistemas de armas não tripuladas deve ser uma prioridade máxima para a Coreia do Norte na construção de forças armadas modernas, informou a KCNA.
Kim tem feito repetidos apelos pelo desenvolvimento de drones e IA nas forças armadas. De acordo com a mídia estatal, Kim ordenou a produção em massa de drones de ataque suicida em novembro de 2024 e supervisionou testes de versões equipadas com IA em março de 2025. Em setembro de 2025, ele classificou a IA como prioridade máxima na modernização das armas.
Desde outubro de 2024, a Coreia do Norte enviou mais de 16.000 militares à Rússia para auxiliar na guerra contra a Ucrânia e adquiriu experiência prática em guerra com drones, guerra eletrônica e guerra de armas combinadas, segundo a inteligência sul-coreana.