O líder supremo do Irã alertou que o país responderá com firmeza e sem limites geográficos a qualquer nova ofensiva dos EUA, considerando ativos americanos como alvos legítimos. Enquanto forças iranianas ampliam a prontidão de combate, o governo de Donald Trump divide-se entre a via diplomática e o ceticismo militar sobre um acordo com Teerã. Diante da escalada da crise no Oriente Médio, a aprovação popular de Trump despencou para 37% às vésperas das eleições de meio de mandato americanas.
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, alertou os Estados Unidos contra a iminência da retomada de ataques e garantiu que o país responderá com firmeza a eventuais novas ofensivas das forças americanas.
"Caso os inimigos voltem a lançar ataques militares ou terroristas, caberá às Forças Armadas da República Islâmica e à nação iraniana determinar o momento e as condições para pôr fim às agressões", diz um comunicado atribuído a Khamenei.
O líder iraniano ordenou uma resposta imediata e decisiva, "sem restrições geográficas", a qualquer ameaça externa, acrescentando que "todos os ativos, materiais e imateriais, do inimigo devem ser considerados alvos legítimos".
Khamenei enfatizou ainda que o "prontidão de combate inteligente, focado em um confronto vigoroso com os adversários", constitui pré-requisito indispensável para a "dissuasão máxima".
O porta-voz das Forças Armadas do Irã, Mohammad Akraminia, acrescentou que, se o presidente dos EUA, Donald Trump, "cometer novos atos imprudentes na região, as chamas da guerra, sem dúvida, se alastrarão por uma área geográfica muito mais ampla".
"Diante do histórico do presidente dos Estados Unidos de trair a diplomacia, as forças armadas monitoram de perto os movimentos americanos na região e aprimoram continuamente sua prontidão de combate", declarou Akraminia.
Segundo informações divulgadas pelo portal americano Axios, o governo Trump divide-se sobre como conduzir a crise no Oriente Médio. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, demonstram ceticismo em relação a um eventual acordo com Teerã.
Em contrapartida, o vice-presidente americano, JD Vance, acompanhado dos enviados Steve Witkoff e Jared Kushner, defende a retomada da via diplomática com o governo persa. Trump, contudo, permanece reticente de que o Irã aceite termos considerados razoáveis por Washington.
Em meio ao impasse internacional, a aprovação do presidente republicano despencou. Uma pesquisa conduzida pelo Emerson College a três dias das eleições de meio de mandato (Midterms) indica que o índice de aprovação de Trump recuou para 37%, o patamar mais baixo já computado pelo instituto, ante os 39% apurados em setembro. .