Após morte de operário, Itália mudará regras de segurança no Coliseu

Governo proibirá subcontratação e técnicas de corda em obras no anfiteatro

31 out 2026 - 10h10
(atualizado às 10h28)
Resumo
Após a morte do operário Andrea Moretti, de 22 anos, que caiu de uma altura de dez metros no Coliseu, o Ministério da Cultura da Itália anunciou novas regras de segurança para o monumento. As diretrizes proíbem a subcontratação de trabalhadores e o uso de técnicas de acesso por cordas em obras no local. A decisão ocorreu após forte mobilização do sindicato CGIL, que agora reivindica a extensão imediata dessas medidas de proteção a todos os sítios culturais e históricos do país.

Após a morte de um operário no Coliseu, em Roma, o Ministério da Cultura da Itália irá alterar as normas de segurança em vigor. As novas diretrizes proibirão a realização de trabalhos de construção que exijam técnicas de acesso por cordas, além de vetar a subcontratação de trabalhadores em intervenções no monumento.

A informação foi confirmada pela Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL), que passou a defender que "essas medidas de proteção sejam estendidas a todos os equipamentos e espaços culturais" do país.

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"Graças aos acordos firmados com o Ministério da Cultura, podemos afirmar que a gestão do trabalho no Parque Arqueológico do Coliseu passa por uma mudança fundamental. Esta conquista é resultado direto da mobilização e da determinação dos trabalhadores. Dialogamos com o Ministério para eliminar práticas inadequadas e mal avaliadas em sítios históricos", declarou a entidade sindical em nota.

No fim de setembro, o ponto turístico foi temporariamente fechado após o operário Andrea Moretti, de 22 anos, despencar de uma altura de dez metros enquanto trabalhava na instalação de um novo sistema de iluminação. Especializado em manutenção em altura com o uso de cordas, o jovem recebeu atendimento das equipes de emergência no local, mas não resistiu aos ferimentos.

O Coliseu é o maior anfiteatro do mundo antigo, com construção concluída no ano 80 d.C., durante o império de Tito. O espaço histórico abrigava espetáculos públicos, combates de gladiadores e encenações com animais selvagens, alcançando capacidade para cerca de 50 mil espectadores. .

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