Kadafi quase foi capturado em Trípoli, diz revista francesa
25 ago2011 - 08h47
(atualizado em 28/8/2011 às 13h14)
Comandos especiais das forças rebeldes na Líbia chegaram perto de capturar e derrubar Muammar Kadafi na quarta-feira quando realizaram uma operação em uma residência em Trípoli onde o líder parecia estar escondido, disse a revista Paris Match nesta quinta-feira.
Cartaz de procurado exibe o rosto de Muammar Kadafi e a recompensa oferecida pela sua captura
Foto: AFP
Citando uma fonte de uma unidade que estaria coordenando entre serviços de inteligência de Estados árabes e os rebeldes líbios, a revista francesa disse em seu site que esses serviços acreditavam que Kadafi ainda estaria em algum lugar na capital líbia.
Kadafi havia desaparecido da modesta casa no centro de Trípoli quando os agentes chegaram às 10h (5h, horário de Brasília) na quarta-feira depois de receberem uma pista de uma fonte confiável. Segundo a revista, os agentes encontraram provas de que o líder havia passado ao menos uma noite no local, apesar de não se saber quando isso ocorreu.
A França assumiu um papel de liderança militar das forças da Otan que apoiam os rebeldes na Líbia. O ministro da Defesa britânico disse nesta quinta-feira que a Otan estava ajudando com inteligência e reconhecimento na busca por Kadafi e seus filhos. Muitos analistas acreditam que a França, a Grã-Bretanha e os aliados árabes, particularmente o Catar, podem ter algumas forças especiais em Trípoli trabalhando com os comandos líbios.
Líbia: da guerra entre Kadafi e rebeldes à batalha por Trípoli
Motivados pelos protestos que derrubaram os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em fevereiro para contestar o coronel Muammar Kadafi, no comando desde a revolução de 1969. Rapidamente, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidadesestratégicas de leste a oeste.
Charge exibe o líder líbio Muammar Kadafi erguendo uma bandeira branca e sendo substituído por um representante rebelde e pelo presidente americano, Barack Obama. Atendendo a pedidos vindos da Líbia, o cartunista brasileiro Carlos Latuff criou desenhos que antecipam a queda de Kadafi e imaginam o futuro do país após a mudança
Foto: Carlos Latuff/Divulgação
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Na charge, o Tio Sam, símbolo dos EUA, chegando para cobrar a conta dos rebeldes líbios
Foto: Carlos Latuff/Divulgação
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Charge faz referência à queda do então presidente egípcio Hosni Mubarak em janeiro
Foto: Carlos Latuff/Divulgação
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Na charge, Latuff transformou em Homem-Aranha o egípcio Ahmed al-Shahat, que no último sábado escalou os 13 andares do prédio da Embaixada de Israel no Cairo para substituir a bandeira israelense por uma egípcia, queimando a primeira, para protestar contra a morte de cinco soldados egípcios
Foto: Carlos Latuff/Divulgação
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Charge expressa o poder das redes sociais nas revoluções da Primavera Árabe
Foto: Carlos Latuff/Divulgação
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Charge exibe o mesmo cidadão dos dois lados do conflito egípcio
Foto: Carlos Latuff/Divulgação
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Charge faz referência ao massacre perpetrado pelo presidente sírio Bashar al Assad
Foto: Carlos Latuff/Divulgação
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Trabalhos recentes de Latuff também abordaram os distúrbios no Reino Unido. Nesta charge, a rainha Elizabeth II aparece em chamas
Foto: Carlos Latuff/Divulgação
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Na charge, o premiê britânico, David Cameron, aparece dizendo que "tudo está sob controle" enquanto Londres é destruída no fundo
Foto: Carlos Latuff/Divulgação
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Charge faz referência ao fato de uma ação policial no bairro de Tottenham ter servido de estopim para os distúrbios londrinos
Foto: Carlos Latuff/Divulgação
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Latuff também retratou a crise mundial e a fome no mundo, que atinge principalmente a região do Chifre da África atualmente
Foto: Carlos Latuff/Divulgação
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