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Jovem ministério liderado por mulheres reflete transição moderna no Chile

21 jan 2022 20h29
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Enquanto os próximos ministros do Chile posavam para fotos depois de serem oficialmente apresentados, nesta sexta-feira, era possível observar na imagem capturada a mudança no rosto do país andino.

A formação foi dominada por mulheres --14 dos 24 ministros-- com sete dos escolhidos com menos de 40 anos e o mais jovem com 32. A média de idade é 49. O próprio presidente eleito, Gabriel Boric, ex-líder de protestos estudantis, terá apenas 36 anos quando tomar posse em março.

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"Algo mudou", escreveu no Twitter Juan Gabriel Valdes, ex-ministro das Relações Exteriores, postando duas fotos: uma do novo ministério e outra do governo totalmente masculino de 1990, quando o Chile acabara de retornar à democracia.

Boric escolheu um experiente banqueiro como seu ministro das Finanças, animando os mercados.

Mas a ênfase na diversidade política e novas ideias mostra que o primeiro líder "millennial" do Chile também quer manter suas promessas de campanha para sacudir o país.

E a composição do ministério reflete uma mudança de longo prazo no papel das mulheres que remonta à ex-presidente Michelle Bachelet, que escolheu uma equipe equilibrada em termos de gênero em 2006.

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"Este ministério é muito importante para nós", disse Karol Cariola, de 34 anos, parlamentar do Partido Comunista do Chile, aliado da ampla coalizão de esquerda de Boric.

"Pode refletir não apenas a diversidade do Chile, mas também a necessidade de progredir para um país descentralizado, um país feminista, onde não temos limitações na participação política."

Alguns analistas e eleitores conservadores disseram no Twitter que a jovem equipe de Boric pode ter dificuldades, dada a falta de experiência e a condição de um país dividido, onde a eleição viu um candidato rival de extrema-direita obter 44% no segundo turno.

Entre os novos ministros está Izkia Siches, de 35 anos, uma médica proeminente que ganhou elogios por seu papel na resposta à pandemia de Covid-19 no país. Ela assumirá o cargo de ministra do Interior, onde será confrontada com as preocupações dos eleitores sobre imigração e crime.

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Maya Fernández Allende, neta de 50 anos do ex-presidente socialista Salvador Allende, que foi derrubado em um sangrento golpe militar na década de 1970 pelo general Augusto Pinochet, assumirá a pasta da Defesa.

Marcela Hernando, 61, parlamenta centrista, será responsável pelo setor de mineração no maior produtor de cobre do mundo, enquanto Maisa Rojas, 49, uma respeitada cientista do clima, assumirá o ministério do Meio Ambiente. Boric sinalizou foco na proteção climática e ambiental.

Na apresentação de seu ministério, Boric disse que a equipe conduziria planos de reforma nas áreas de previdência, educação, saúde e meio ambiente.

No entanto, o governo enfrenta desafios significativos. Boric, o presidente mais jovem do Chile, supervisionará um referendo este ano sobre uma nova constituição. E ele terá que lidar com um Congresso dividido onde os conservadores continuam fortes.

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"Um dos grandes desafios será reunir todas as forças políticas no Parlamento", disse Cariola.

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