Itália prorroga presença de 500 militares em Milão até março de 2027

Medida é anunciada em dia marcado por greve geral em mais de 60 cidades do país

30 out 2026 - 18h25
(atualizado às 18h45)
Resumo
O governo da Itália estendeu até março de 2027 a presença de 500 militares de elite em Milão para reforçar a segurança pública, com aporte de 6,1 milhões de euros após recentes atos de vandalismo. O anúncio coincidiu com uma greve geral que reuniu 1,5 milhão de pessoas em mais de 60 cidades contra a alta do custo de vida e os gastos bélicos. Embora majoritariamente pacíficos, os protestos registraram prisões e confrontos com a polícia em Roma, Turim e outras regiões do país.

O governo italiano prorrogou até 31 de março de 2027 a permanência de um contingente de 500 militares das Forças Armadas em Milão, com o objetivo de reforçar a segurança na cidade.

A medida foi incluída em um dispositivo da legislação orçamentária e estende o prazo anteriormente estabelecido por decreto governamental, o qual terminaria ainda este ano.

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A decisão ocorre após episódios de confrontos e atos de vandalismo registrados na cidade, que motivaram o reforço da presença militar nas ruas. Para manter a operação, o governo destinou recursos de 6,1 milhões de euros.

O contingente, formado por integrantes de uma brigada de elite do Exército italiano, foi enviado a Milão após tumultos durante manifestações juvenis contra o aumento do custo de vida. A medida foi determinada pelo governo da primeira-ministra Giorgia Meloni.

A prorrogação é anunciada no dia em que uma greve geral mobilizou cerca de 1,5 milhão de pessoas em mais de 60 cidades italianas, segundo estimativas da organização.

O protesto reuniu estudantes, trabalhadores, agricultores, aposentados, sindicatos e movimentos sociais contra o rearmamento, o aumento do custo de vida e os gastos militares.

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A mobilização chamou a atenção pela participação de diferentes gerações. Crianças pequenas participaram em carrinhos empurrados pelas mães, enquanto estudantes do ensino fundamental carregavam cartazes com frases como "Tenho 10 anos e estou em greve pelo meu futuro". Jovens, operários e trabalhadores precários também estiveram presentes.

A maior parte dos atos transcorreu pacificamente, sem incidentes significativos. Entretanto, em Roma e Turim, os atos terminaram em confrontos entre manifestantes e forças de segurança.

Na capital, grupos tentaram romper barreiras policiais, lançaram objetos e incendiaram contêineres de lixo. A polícia respondeu com gás lacrimogêneo e canhões de água. Oito pessoas foram presas.

Em Turim, confrontos também foram registrados nas proximidades da Prefeitura, com lançamento de ovos e objetos contra as forças policiais. Houve ainda episódios de violência em Mestre e Vicenza, que deixaram policiais e manifestantes feridos.

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A mobilização também alcançou os portos italianos, integrando uma campanha internacional contra o comércio de armas, organizada por sindicatos em mais de 100 portos de 17 países. Em Gênova e Nápoles, estudantes e trabalhadores realizaram marchas nas regiões portuárias sem registros de confrontos.

A greve envolveu diversos setores, incluindo escolas, agricultura e as indústrias cinematográfica e audiovisual.

Segundo os organizadores, a expressiva presença de estudantes e jovens demonstra a força da mobilização. A entidade afirmou que os protestos não terminarão com essa jornada e prometeu dar continuidade às manifestações.

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