O governo de Israel ameaçou nesta quinta-feira, 12, tomar territórios no Líbano caso as autoridades do país não consigam evitar as atividades armadas do Hezbollah, aliado do Irã na guerra no Oriente Médio.
A ameaça chega horas depois de o grupo xiita ter disparado cerca de 200 mísseis contra o território israelense, no maior bombardeio promovido pelo movimento desde o início do conflito.
"Eu alertei o presidente do Líbano, Joseph Aoun, que se seu governo não souber como controlar o território e impedir o Hezbollah de abrir fogo contra Israel, tomaremos o território e faremos isso nós mesmos", afirmou o ministro israelense da Defesa, Israel Katz, durante uma reunião com generais das Forças Armadas do país.
"O Hezbollah lançou ontem pesados bombardeios contra o Estado de Israel, e o Exército respondeu com força", acrescentou. Ao todo, o grupo xiita disparou cerca de 200 mísseis e 20 drones contra o norte israelense na última noite, segundo o porta-voz militar do país judeu, Nadav Shoshani.
Enquanto isso, uma fonte política de alto escalão do Hezbollah disse à ANSA que o movimento entrou "em uma nova fase da guerra" e está preparado "para todos os cenários", incluindo a hipótese de um conflito de longa duração. "Para nós, trata-se de uma guerra existencial contra o inimigo", declarou.
Os ataques israelenses contra o grupo xiita no Líbano já mataram mais de 630 pessoas e provocaram o deslocamento forçado de mais de 800 mil indivíduos. .