Irã e Hezbollah fazem ataque coordenado a Israel, que responde disparando contra o Líbano
Confrontos entre Hezbollah e Israel se intensificam. Irã admitiu nesta quinta-feira (12), pela primeira vez na guerra, disparos contra Israel coordenados com a milícia xiita libanesa.
Henry Galsky, correspondente da RFI em Israel
Durante a madrugada, Israel e o Hezbollah voltaram a se enfrentar. Pela primeira vez, o Irã reivindicou a responsabilidade pelo disparo de mísseis e foguetes, em conjunto com a milícia xiita libanesa, contra o território israelense.
Foram pelo menos 200 disparos, principalmente contra o norte e o centro de Israel. Não há vítimas, mas uma casa foi destruída no pequeno vilarejo de Haniel, um pouco acima da região central do país.
Israel continuou a atacar posições do Hezbollah no Líbano. Segundo o Exército israelense, houve ataques contra dez alvos do grupo libanês no distrito de Dahieh, ao sul de Beirute, e contra uma base da Força Radwan, considerada a unidade de elite do Hezbollah. Israel também realizou ataques no bairro de Ramlet Al Baida, na costa de Beirute.
Segundo o Ministério da Saúde libanês, essa ação israelense deixou oito mortos e 31 feridos. De acordo com o governo do país, cerca de 780 mil libaneses já foram registrados como deslocados internos desde o início dos confrontos.
Incursões terrestres
Israel também continua a realizar incursões terrestres no sul do Líbano e, segundo a TV pública israelense, aliados do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pressionam para que ele determine o aumento da presença de forças militares em território libanês.
O chefe do Estado-Maior do Exército de Israel, Eyal Zamir, ordenou o reforço de posições, incluindo o deslocamento da Brigada Golani da Faixa de Gaza para o norte de Israel, na fronteira com o Líbano.
A Brigada Golani é a principal força de invasão ofensiva em larga escala do Exército. Já há quatro divisões israelenses operando no sul do Líbano, mas próximas à fronteira. A RFI questionou o Exército para esclarecer se essa movimentação pode ser o início de uma incursão terrestre em larga escala, mas ainda não obteve resposta.
Segundo informações da imprensa árabe, Israel alertou o Líbano, por meio dos Estados Unidos e de intermediários ocidentais, que, caso o Hezbollah não seja contido, irá atacar a infraestrutura nacional libanesa, e não apenas as posições do grupo.