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Rivais de Netanyahu unem forças para as próximas eleições em Israel

26 abr 2026 - 16h23
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Dois dos rivais políticos mais formidáveis do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu ‌anunciaram neste domingo que se uniriam numa tentativa de derrubar seu governo de coalizão nas próximas eleições, previstas para o final deste ano.

Os ex-primeiros-ministros - o direitista Naftali Bennett e o centrista Yair Lapid - emitiram declarações anunciando a fusão de seus partidos, Bennett 2026 e There is a Future.

"Estamos aqui juntos pelo bem de nossos filhos. O Estado de Israel precisa mudar de rumo", disse Lapid ao lado de Bennett em uma coletiva de imprensa conjunta.

Bennett afirmou que o novo partido se chamará Juntos ⁠e que ele será o seu líder. "Após 30 anos, é hora de nos separarmos de Netanyahu e abrirmos um novo capítulo ‌para Israel", disse ele.

Desde seu primeiro mandato na década de 1990, Netanyahu se tornou uma figura polarizadora tanto em seu país quanto no exterior.

UNINDO FORÇAS MAIS UMA VEZ

Bennett e Lapid já uniram forças antes, pondo fim ao mandato consecutivo de 12 ‌anos de Netanyahu nas eleições de 2021, apenas para formar um governo de ‌coalizão que, com uma maioria apertada e profundamente dividido sobre questões importantes como o conflito israelo-palestino, sobreviveu por pouco ⁠mais de 18 meses.

Sua coalizão incluiu, pela primeira vez na história de Israel, um partido formado por membros da minoria árabe do país - palestinos por ascendência, israelenses por cidadania - a Lista Árabe Unida (UAL).

Antes disso, a dupla forçou sua entrada no governo de coalizão de 2013, numa manobra que excluiu os aliados judeus ultraortodoxos tradicionais de Netanyahu.

Netanyahu, o primeiro-ministro que mais tempo serviu em Israel, retornou ao poder ao vencer as eleições de novembro de 2022 e formar o governo mais à direita da ‌história de Israel.

Mas o ataque do Hamas ao sul de Israel em 2023, que mergulhou o Oriente Médio no caos e levou ‌Israel a lutar em múltiplas frentes, deixou ⁠as credenciais de segurança de ⁠Netanyahu em frangalhos, e as pesquisas desde então preveem que ele perderá a próxima eleição, prevista para o final de outubro.

Netanyahu, o político ⁠israelense mais influente de sua geração, demonstrou, contudo, no passado, uma notável capacidade ‌de sobrevivência política.

No domingo, ele publicou ‌uma foto de 2021 de Bennett e Lapid com o presidente da UAL, Mansour Abbas. "Eles fizeram isso uma vez, farão de novo", dizia a publicação de Netanyahu no Telegram, numa aparente alfinetada à breve coalizão de 2021 que incluía a UAL.

Bennett afirmou que não buscará novamente uma coalizão com partidos árabes e descartou a possibilidade de ceder qualquer ⁠território a inimigos, numa aparente referência ao objetivo dos palestinos de estabelecer um Estado independente nos territórios ocupados por Israel.

MUDANÇAS NO CENÁRIO

Bennett, de 54 anos, um ex-comandante do exército combativo que se tornou milionário da área de tecnologia, está atrás de Netanyahu nas pesquisas eleitorais. Uma pesquisa realizada em 23 de abril pelo canal de notícias israelense N12 News mostrou Bennett com 21 das 120 cadeiras do Knesset, contra 25 cadeiras do Likud ‌de Netanyahu.

A pesquisa constatou que o partido de Lapid conquistou apenas sete cadeiras, contra as 24 que detém atualmente, enquanto a coalizão de Netanyahu, formada por partidos de direita e religiosos, obteve apenas 50 cadeiras, contra pelo menos 60 cadeiras ⁠para a provável coalizão de Bennett e Lapid, que incluiria diversas facções menores.

A pesquisa ficou em linha com sondagens anteriores realizadas por instituições acadêmicas e outros veículos israelenses, que apontavam Bennett como o principal concorrente contra Netanyahu, embora o cenário político ainda possa sofrer alterações.

Lapid, de 62 anos, um ex-âncora de telejornal televisivo com grande carisma, que escreve canções pop e romances de suspense, representa a voz da classe média secular de Israel, que está cada vez mais indignada com o que considera uma carga tributária e de serviço militar injusta.

Os aliados políticos ultrarreligiosos de Netanyahu têm buscado uma isenção para suas comunidades - que têm baixo índice de emprego e muitos benefícios estatais - do serviço militar obrigatório.

Trata-se de uma questão polêmica em Israel, que se tornou ainda mais urgente desde que as forças armadas alertaram para a sobrecarga de seus recursos e com os últimos dois anos registrando o maior número de mortes militares em décadas.

Tanto Lapid quanto Bennett fizeram disso um tema central de suas campanhas. Eles também criticaram Netanyahu por não conseguir transformar os ganhos militares em vitórias estratégicas sobre o Irã e os grupos que ele apoia no Líbano e em Gaza — o Hezbollah e o Hamas.

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