Papa presta solidariedade ao Líbano e volta a apelar pela paz no Oriente Médio

Leão XIV lembrou de morte de padre maronita em bombardeio israelense

11 mar 2026 - 08h06

O papa Leão XIV manifestou solidariedade ao povo do Líbano durante a audiência geral desta quarta-feira (11), na Praça São Pedro, no Vaticano, e voltou a apelar pela paz no Oriente Médio diante da guerra deflagrada por Estados Unidos e Israel contra o Irã.

    A declaração foi dada no momento em que o Pontífice homenageou o padre maronita Pierre El Raii, morto após socorrer vítimas de um bombardeio israelense.

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    "Estou próximo de todo o povo libanês neste momento de grave provação", afirmou Leão XIV, destacando que o sacerdote "foi um verdadeiro pastor que sempre permaneceu perto de seu povo".

    O líder da Igreja Católica lembrou ainda que o funeral do pároco ocorre em Qlayaa, justamente em um período de forte tensão no sul do Líbano, região que, segundo ele, volta a experimentar "a tragédia da guerra".

    Ao mencionar o significado do sobrenome El Raii ? que em árabe representa "pastor" ? Robert Prevost afirmou que o sacerdote viveu plenamente essa missão.

    Segundo ele, o padre maronita correu para ajudar fiéis feridos após um bombardeio assim que soube do ocorrido: "Foi um verdadeiro pastor que permaneceu ao lado de seu povo com o amor e o sacrifício de Jesus, o Bom Pastor".

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    Leão XIV expressou ainda o desejo de que "o sangue derramado seja uma semente de paz para o amado Líbano" e renovou seu apelo pelo fim dos conflitos.

    "Continuamos a rezar pela paz no Irã e em todo o Oriente Médio, em particular pelas muitas vítimas civis, incluindo muitas crianças inocentes", declarou.

    Por fim, concluiu pedindo que as orações da comunidade internacional sejam "um consolo para aqueles que sofrem e uma semente de esperança para o futuro".

    O novo apelo de Leão XIV ocorre dois dias após o embaixador do Irã junto à Santa Sé, Mohammad Hossein Mokhtari, criticar a ausência de condenação, por parte do pontífice, ao que Teerã considera uma "agressão" cometida por Israel e pelos Estados Unidos.

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    Em reunião com jornalistas na última segunda-feira (9), o diplomata revelou ter solicitado uma reunião com o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, para discutir o tema, tendo em vista as posições públicas "vagas" do Papa. .

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