O Ministério da Saúde do Líbano confirmou nesta quarta-feira (11) a morte de ao menos 588 pessoas e um número de 735 mil deslocados nos dez primeiros dias do conflito armado entre Israel e Hezbollah, iniciado no último dia 2.
Os mortos incluem civis, mulheres e crianças. De acordo com dados das Nações Unidas também divulgados hoje, mais de 1,4 mil pessoas ficaram feridas no país no mesmo período.
Ontem, um novo ataque das forças israelenses fez pelo menos 28 vítimas no sul do Líbano. Segundo fontes médicas e equipes de resgate citadas pela imprensa, os bombardeios atingiram diversas áreas residenciais.
"Temos testemunhado movimentos em larga escala [no Líbano] em direção a áreas urbanas densamente povoadas, onde a capacidade de acolhimento já está no limite. E as vítimas continuam a aumentar", denunciou o chefe de assuntos humanitários da ONU, Tom Fletcher, durante a reunião do Conselho de Segurança nesta quarta.
No mesmo encontro, a chefe de Assuntos Políticos das Nações Unidas, Rosemary DiCarlo, exortou as partes à trégua.
"O Hezbollah deve cessar seus ataques contra Israel e cooperar com os esforços do governo para afirmar a plena autoridade do Estado, [enquanto] Israel deve interromper sua campanha militar no Líbano e retirar suas forças do território", declarou DiCarlo.
Ela reforçou ainda que "a soberania e a integridade territorial tanto do Líbano quanto de Israel devem ser respeitadas".
"Todas as partes devem cumprir suas obrigações perante o direito internacional", concluiu.