Milhares de iranianos participaram nesta quinta-feira (9) de homenagens ao ex-líder supremo Ali Khamenei, que governou o país por quase quatro décadas e foi morto em 28 de fevereiro, no primeiro dia da guerra desencadeada por Estados Unidos e Israel.
Seu filho Mojtaba Khamenei, que foi nomeado sucessor no início de março, não fez nenhuma aparição pública desde então.
Autoridades iranianas indicaram que ele teria sido ferido em um ataque aéreo, tornando improvável sua presença nas cerimônias.
Imagens transmitidas pela televisão estatal mostraram milhares de pessoas carregando retratos do falecido e agitando bandeiras da República Islâmica em diversas cidades do país.
As manifestações ocorreram em Urmia (noroeste), Gorgan (nordeste) e na capital Teerã, onde os bombardeios cessaram após a entrada em vigor de um frágil cessar-fogo na madrugada de terça-feira (8).
A homenagem nacional começou às 9h40 locais, no horário exato em que, no dia 28 de fevereiro, ataques aéreos atingiram a residência de Khamenei em Teerã, matando-o junto com dezenas de altos oficiais e funcionários.
O ataque marcou o início de um conflito que rapidamente se expandiu pelo Oriente Médio, com o Irã retaliando contra Israel e interesses americanos na região do Golfo. Devido à guerra, o funeral de Estado inicialmente anunciado para Ali Khamenei não pôde ser realizado.
Ontem, após ter ameaçado eliminar uma "civilização inteira", o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a suspensão dos ataques contra o Irã por duas semanas, desde que a República Islâmica garanta a reabertura "completa e imediata" do Estreito de Ormuz.
Na ocasião, o governo do Paquistão, que mediou as tratativas, explicou que o cessar-fogo valeria em todos os palcos do conflito no Oriente Médio, incluindo o Líbano.
No entanto, poucas horas depois do anúncio, Israel lançou a maior onda de ataques contra o grupo xiita Hezbollah desde que o território libanês foi arrastado para a guerra, em 2 de março, deixando mais de 100 mortos e colocando em risco a trégua.
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