O Irã aguarda uma resposta dos EUA, via mediadores do Catar, sobre sua proposta para reabrir o Estreito de Ormuz, foco atual das negociações. Segundo o chanceler Abbas Araghchi, a liberação da via depende de condições como o fim de ataques americanos, suspensão de sanções ao petróleo, liberação de ativos e o término do bloqueio naval. O ministro negou flexibilizações no acordo nuclear ou mudanças em suas exigências, classificando rumores contrários como desinformação da mídia.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta terça-feira (29) que Teerã aguarda uma resposta oficial dos Estados Unidos à proposta iraniana para a reabertura do Estreito de Ormuz, segundo a imprensa estatal.
De acordo com Araghchi, mediadores do Catar apresentaram ideias ao governo iraniano e pretendem levá-las novamente a Washington antes de comunicar a resposta final dos Estados Unidos.
"Os catarianos esperam que isso seja resolvido" até esta terça-feira, declarou o chanceler, que está em Nova York.
Segundo o ministro, as negociações atualmente estão concentradas exclusivamente no Estreito de Ormuz.
"A reabertura do estreito depende do cumprimento de certas condições que comunicamos à outra parte", disse.
Araghchi também negou que o Irã tenha demonstrado qualquer "flexibilidade" em relação ao acordo nuclear. De acordo com ele, não há, neste momento, novas concessões ou negociações sobre essa questão.
Além disso, o ministro classificou como "uma campanha de propaganda" as informações divulgadas por alguns veículos de comunicação de que Teerã teria alterado suas condições.
"Nossas condições para retornar aos acordos são claras, e nossas posições sobre questões nucleares são igualmente claras", declarou. Por fim, Araghchi reiterou que o Estreito de Ormuz é, no momento, o único tema em discussão e voltou a afirmar que sua reabertura depende da aceitação das condições apresentadas pelo governo iraniano.
"Peço que não se dê crédito a tais especulações ou à desinformação deliberada que vem sendo disseminada pela mídia", concluiu.
Na semana passada, o chanceler iraniano revelou que Teerã propôs aos Estados Unidos um plano de trégua na guerra iniciada pelos americanos.
Entre as condições estão a interrupção dos ataques, inclusive no Líbano, em sete dias; o descongelamento dos ativos iranianos pelos EUA; a suspensão das sanções sobre o petróleo iraniano; o fim do bloqueio naval americano a Teerã; e, por fim, a reabertura do Estreito de Ormuz no sétimo dia. .