Um ataque aéreo de Israel na Cidade de Gaza matou Izz al-Din Al-Beik, comandante da ala armada do Hamas no norte do território, além de deixar outro morto. Confirmada por ambos os lados, a ação integra uma ofensiva intensificada por Israel, que acusa o grupo de violar o cessar-fogo e afirma ter eliminado 20 líderes neste mês. O Hamas nega irregularidades e acusa Israel de minar a trégua mediada pelos EUA, que segue estagnada em meio à continuidade das hostilidades e a milhares de mortes no conflito.
Um ataque aéreo israelense matou Izz al-Din Al-Beik, o chefe da ala armada do Hamas no norte da Faixa de Gaza, nesta terça-feira, segundo autoridades israelenses e palestinas.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmaram que as Forças Armadas israelenses visaram e mataram Beik, que, segundo eles, estava envolvido no planejamento de ataques e no recrutamento de militantes.
O Hamas divulgou um comunicado confirmando a morte de Beik no ataque israelense que, segundo equipes médicas, atingiu um prédio de apartamentos no bairro de Nasr, na Cidade de Gaza, por volta do amanhecer. Outra pessoa morreu em consequência dos ferimentos sofridos após o ataque, informaram autoridades de saúde.
Israel, que afirma que o Hamas vem se rearmando e lançando ataques em violação ao cessar-fogo de outubro, intensificou os ataques contra o grupo nas últimas semanas.
As Forças Armadas israelenses dizem ter matado pelo menos 20 figuras do Hamas neste mês, incluindo algumas identificadas como comandantes de alto escalão ou pessoas que participaram dos ataques de 7 de outubro de 2023 ou mantiveram reféns israelenses.
O Hamas nega ter tentado realizar ataques ou reconstruir seu arsenal e acusa Israel de minar o acordo de Gaza.
Um cessar-fogo mediado pelos EUA e acordado no ano passado prevê a reconstrução futura do território. No entanto, pouco progresso foi alcançado, já que os negociadores não conseguiram chegar a um acordo sobre os termos para o desarmamento do Hamas e a retirada das tropas israelenses. Os ataques aéreos israelenses continuaram.
Pelo menos 1.400 palestinos foram mortos em Gaza desde que o cessar-fogo entrou em vigor, segundo autoridades de saúde do território, enquanto as Forças Armadas israelenses afirmam que quatro soldados israelenses foram mortos.
Autoridades palestinas afirmam que mais de 73 mil pessoas foram mortas na ofensiva de Israel a Gaza, lançada depois que combatentes liderados pelo Hamas mataram cerca de 1.200 pessoas no sul de Israel em outubro de 2023.