G7 em Paris busca 'respostas' para consequências dos conflitos globais

Às margens do evento, Itália tenta apoio para suspensão de regras fiscais da UE

18 mai 2026 - 14h15
(atualizado às 15h53)

O ministro da Economia e Finanças da Itália, Giancarlo Giorgetti, e seus homólogos do G7 discutem em Paris nesta segunda-feira (18) soluções para os problemas econômicos gerados a partir de confrontos internacionais, como o caso da crise energética com a guerra no Oriente Médio.

Selfie entre ministros do G7 feita nesta segunda em Paris
Selfie entre ministros do G7 feita nesta segunda em Paris
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Serão "dois dias intensos em busca de respostas para as consequências econômicas dos conflitos em curso", escreveu Giorgetti em seu perfil no X a respeito do evento na capital da França que ocorre entre hoje e amanhã. Ele participa da cúpula acompanhado do chefe do Banco Central italiano, Fabio Panetta.

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Sob o comando do ministro da Economia de Paris, Roland Lescure, e do governador do Banco da França, François Villeroy de Galhau, os participantes tentarão "trazer os Estados Unidos ao multilateralismo".

Além disso, os membros do G7 também buscam reagir ao superávit comercial da China, cuja capacidade industrial excessiva representa uma ameaça para setores inteiros da indústria europeia.

"Embora ainda não estejamos vivenciando uma crise financeira global, a forma como a economia mundial se desenvolveu na última década é claramente insustentável", explicou Lescure na semana passada.

O ministro francês vê três grandes desafios: "a China, que não está consumindo o suficiente; os EUA, que estão consumindo demais; e a Europa, que não está investindo o suficiente".

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"Esses desequilíbrios globais se tornaram um tema comum e prioritário nesta mesa do G7", acrescentou Lescure.

Em relação aos interesses italianos, segundo fontes do Ministério da Economia e Finanças de Roma, Giorgetti se reuniu às margens da cúpula com seus homólogos francês e alemão, além do representante da Comissão Europeia, Valdis Dombrovkis, a fim de insistir com a proposta da primeira-ministra Giorgia Meloni de suspender temporariamente o Pacto de Estabilidade e Crescimento da União Europeia.

Meloni justifica a suspensão temporária das regras fiscais europeias tendo como base o conflito no Oriente Médio. No entanto, Dombrovskis, já afirmou nas últimas semanas que o Pacto não será suspenso por "não haver um cenário de grave recessão econômica".

O Grupo dos Sete (G7) é um fórum informal que abrange sete das maiores economias do mundo: Itália, Canadá, França, Alemanha, Japão, Reino Unido e EUA, contando ainda com participação da UE, tida como um membro "não enumerado". 

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