Os países do G7 têm alguns caminhos a escolher em sua iniciativa para reduzir a dependência de terras raras, mas não têm tempo a perder, disse o ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, nesta segunda-feira.
Os governos do G7 tentam coordenar esforços para reduzir sua dependência de minerais críticos e terras raras da China, que domina as cadeias de suprimentos vitais para tecnologias como veículos elétricos, energia renovável e sistemas de defesa.
"Não devemos cair em um tom de reclamação", disse Klingbeil a jornalistas durante cúpula de ministros das Finanças e presidentes de Bancos Centrais dos países do G7, em Paris.
"Em vez disso, temos que trabalhar nossos pontos fortes."
Para Klingbeil, os países do G7 devem melhorar as aquisições e analisar onde a produção pode ser expandida. Ele também propôs cotas de reciclagem, estabelecendo metas ou requisitos para recuperar e reutilizar uma parcela de matérias-primas essenciais como as terras raras.
"Portanto, as propostas estão todas sobre a mesa e não temos tempo a perder", disse Klingbeil.
Ele argumentou que a guerra do Irã expôs a dependência dos países do G7 em relação aos combustíveis fósseis, assim como a guerra na Ucrânia expôs a dependência da Alemanha do gás russo.
"Temos que ter muito cuidado para não cairmos na próxima dependência, na qual, para ser honesto, já estamos", disse.