O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, disse neste domingo que convocará o embaixador dos Estados Unidos no país, Charles Kushner, devido a declarações sobre o assassinato de um ativista de extrema-direita francês na semana passada.
"Recusamos todo oportunismo político em torno deste drama, que é o luto de uma família francesa", disse ele durante uma entrevista à France Info, France Inter e Le Monde.
Ele acrescentou que também levantará a questão das sanções dos EUA contra o ex-comissário europeu Thierry Breton e o juiz francês do Tribunal Penal Internacional Nicolas Guillou, descrevendo as medidas como ataques à autonomia do processo decisório da União Europeia e à independência do sistema de justiça internacional.
O jornal Tribune noticiou no sábado à noite que o presidente francês, Emmanuel Macron, havia escrito ao presidente dos EUA, Donald Trump, pedindo-lhe que suspendesse as sanções contra Breton e Guillou.
O ativista de extrema-direita francês Quentin Deranque foi espancado até a morte em uma briga com supostos ativistas de extrema-esquerda, em um incidente que chocou a nação e foi chamado de "momento Charlie Kirk da França", em referência ao tiroteio do ano passado contra o ativista conservador norte-americano.
A Embaixada dos EUA na França e o Departamento de Contraterrorismo do Departamento de Estado dos EUA disseram que estavam acompanhando o caso, alertando no X que "o radicalismo violento de esquerda estava em ascensão" e deveria ser tratado como uma ameaça à segurança pública.