FMI reduz projeções para economia da Itália por guerra no Oriente Médio

Já o Brasil fez sentido inverso, com melhora na previsão para o PIB

14 abr 2026 - 10h40
(atualizado às 12h09)

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a estimativa de crescimento do produto interno bruto (PIB) da Itália, em meio às incertezas ligadas à guerra no Oriente Médio, que causou um choque nos mercados globais de petróleo e gás natural.

A diretora do FMI, Kristalina Georgieva
A diretora do FMI, Kristalina Georgieva
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

De acordo com relatório divulgado nesta terça-feira (14), a economia italiana deve avançar 0,5% tanto em 2026 quanto em 2027, 0,2 ponto percentual a menos que as estimativas anteriores, publicadas em janeiro passado.

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Os efeitos do conflito deflagrado em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques conjuntos contra o Irã, devem repercutir na economia mundial como um todo. Segundo o FMI, o PIB global avançará 3,1% em 2026, projeção 0,2 ponto menor que a de janeiro, e 3,2% em 2027, estimativa que foi mantida pela instituição.

O mesmo cenário se reflete nas previsões para este ano em países como Estados Unidos, com 2,3% (-0,1 ponto), Alemanha, com 0,8% (-0,3), França, com 0,9% (-0,1), Espanha, com 2,1% (-0,2), Reino Unido, com 0,8% (-0,5), Canadá, com 1,5% (-0,1), e China, com 4,4% (-0,1).

Já o Brasil, com projeção de alta de 1,9% neste ano, 0,3 ponto a mais que a estimativa anterior, faz movimento contrário, assim como a Índia, com 6,5% (+0,1), a Rússia, com 1,1% (+0,3), e o México, com 1,6% (+0,1).

O FMI ainda prevê uma inflação global de 4,4% em 2026, aumento de 0,7 ponto sobre a projeção de janeiro, mas ressalta que as cifras se baseiam em um cenário no qual a guerra no Oriente Médio tenha "duração, intensidade e alcance limitados".

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Com isso, as atuais perturbações se atenuariam nos próximos meses, porém a continuação do conflito poderia provocar "a maior crise energética dos tempos modernos", derrubando a projeção de alta do PIB global para 2% e levando a inflação a 6%.

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