Meloni defende suspensão de regras fiscais da UE: 'Agir tarde demais é um erro'

Premiê da Itália fez apelo diante de crises causadas pela guerra no Oriente Médio

14 abr 2026 - 13h09
(atualizado às 13h33)

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, defendeu nesta terça-feira (14) a suspensão temporária das rígidas regras fiscais da União Europeia, argumentando que o bloco precisa agir com mais rapidez diante das crises econômicas e energéticas provocadas pela guerra no Oriente Médio.

Meloni participou da feira Vinitaly em Verona
Meloni participou da feira Vinitaly em Verona
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A declaração sobre o Pacto de Estabilidade da União Europeia foi feita durante uma coletiva de imprensa à margem da feira Vinitaly, realizada em Verona, no norte do país.

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Na ocasião, Meloni afirmou que uma suspensão temporária do pacto "poderia ajudar" e que a União Europeia não deve subestimar o impacto das crises globais. "Agir tarde demais é um grande erro de julgamento", disse.

A premiê também reforçou que a Itália defende uma revisão mais ampla de instrumentos europeus, incluindo o Sistema de Comércio de Emissões (ETS) e o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM).

Segundo ela, até mesmo a suspensão dessas ferramentas poderia "fazer diferença para o bem da Europa". "Estamos pedindo a suspensão tanto do Pacto de Estabilidade quanto do ETS. Lutar dentro da UE sobre essas questões é agir para o bem do próprio bloco", afirmou.

Além disso, Meloni destacou que seu governo está determinado a defender essas mudanças no âmbito europeu, ressaltando que não é possível permanecer inerte enquanto o "mundo ao nosso redor muda tão rapidamente".

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Por fim, a premiê observou que alguns líderes europeus consideram "cedo demais" adotar tais medidas, mas alertou que decisões tardias podem agravar os efeitos da crise.

"A Europa não deve chegar tarde demais; deve ser corajosa", enfatizou Meloni, defendendo que o bloco avance não apenas na gestão de crises, mas na sua prevenção ? posição que, segundo ela, vem sendo sustentada pelo governo italiano em conjunto com outros parceiros europeus.  

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