O ex-prefeito de Veneza Luigi Brugnaro, de centro-direita, foi indiciado na última sexta-feira (5) por suposta violação da lei de limites de gastos eleitorais relacionados à campanha municipal de 2020.
Segundo as autoridades locais, o julgamento está marcado para 21 de setembro.
Brugnaro, de 64 anos, que recentemente encerrou seu mandato após ter fundado o partido Coraggio Italia, é acusado de irregularidades que envolvem um suposto excesso de cerca de 300 mil euros no teto de despesas permitido pela legislação eleitoral italiana.
De acordo com a investigação conduzida pela Guarda de Finanças, o esquema envolveria discrepâncias entre os valores declarados oficialmente e os gastos efetivamente realizados durante o período eleitoral.
O ex-prefeito teria declarado cerca de 251.202 euros em despesas e 251.548 euros em receitas, enquanto as investigações apontam que o financiamento total poderia ter alcançado aproximadamente 900 mil euros entre dezembro de 2019 e dezembro de 2020.
As autoridades também indicam que parte das comunicações oficiais sobre financiamento eleitoral teria sido limitada aos 45 dias finais da campanha, o que poderia ter ocultado parte dos recursos utilizados.
Além de Brugnaro, também foram indiciados o chefe de gabinete Morris Ceron, o representante do Consórcio de Produção e Desenvolvimento do Nordeste Walter Bianchi e o responsável pelas despesas de campanha Adriano Giugie. Eles respondem a acusações que incluem falsificação de documentos e financiamento ilícito.
Segundo a acusação, as irregularidades poderiam não apenas resultar em sanções administrativas, mas também em inelegibilidade e perda de direitos políticos.
A defesa, por sua vez, sustenta que parte dos recursos teria origem em empresas ligadas ao próprio Brugnaro e que teriam sido contabilizados de forma inadequada nos registros financeiros de campanha.