Le Parisien destaca que a pressão internacional cresce, com críticas de Donald Trump acusando Kiev de usar o conflito como pretexto para adiar a votação. Paralelamente, Zelensky prepara um plano atualizado para Washington, envolvendo garantias de segurança e possíveis concessões territoriais, proposta que divide opiniões internas.
Entre legalidade, soberania e diplomacia, o país "vive um quebra-cabeça", diz o jornal, onde cada decisão pode redefinir seu futuro político e sua posição nas negociações de paz. A matéria do Le Figaro diz que, sob forte pressão de Donald Trump, Volodymyr Zelensky se declarou "pronto" para organizar uma eleição presidencial na Ucrânia.
A ministra francesa delegada às Forças Armadas, Alice Rufo, elogiou a atitude de Zelensky, chamando-a de "corajosa" e "democrática", lembrando que, embora a lei marcial dificultasse os votos, é legítimo buscar compatibilidade entre lei, guerra e democracia.
Ceder ou acelerar negociações
O site da revista francesa L'Express enfatiza as "palavras fortes" de Trump dirigidas aos europeus após a entrega do plano revisado por Zelensky aos Estados Unidos. Segundo a publicação, a tensão entre Washington, Kiev e os aliados europeus aumenta, colocando o presidente ucraniano diante de um dilema estratégico: preservar a soberania ou ceder para garantir apoio internacional e acelerar negociações de paz.
O site do canal France24 destaca a pressão crescente de Donald Trump sobre Volodymyr Zelensky para convocar eleições presidenciais, mesmo sob lei marcial.
O canal menciona reuniões da "coalizão dos voluntários", sinalizando esforços diplomáticos paralelos para manter o apoio militar e financeiro à Ucrânia.